Integrado por mais de 12 milhões de brasileiros atualmente, o cooperativismo de crédito nasceu no país diante das muitas adversidades no início do século 20 e, ao longo dos seus mais de 100 anos, tem apoiado as pessoas no enfrentamento dos grandes desafios que surgiram. Apesar dos ideais do segmento existirem desde aquela época, eles nunca fizeram tanto sentido como agora.  A pandemia mostrou, na prática, o quanto o poder da cooperação, da colaboração e do relacionamento fazem a diferença na vida das pessoas.

Nesta terça-feira, 28 de dezembro, é celebrado o Dia Nacional do Cooperativismo de Crédito, data que marca também o dia da fundação da primeira cooperativa de crédito do Brasil, a Sicredi Pioneira//RS, em Nova Petrópolis/RS, no ano de 1902, pelo padre suíço Theodor Amstad. Nessa data, o Sicredi busca refletir sobre a história do segmento e sua relevância no dia a dia de milhões de brasileiros.

O cooperativismo de crédito vem desenvolvendo papel relevante para proporcionar acesso a serviços financeiros completos em municípios considerados de difícil acesso a instituições financeiras. É o que mostra o terceiro estudo da série “Benefícios do Cooperativismo de Crédito”, organizada pelo Sicredi.

O trabalho avaliou a atuação dos bancos privados, públicos e cooperativas entre 2010 e 2018, gerando índices que mostram o nível de dificuldade para a atuação física das instituições em cada município. Para isso, a equipe de economistas da instituição financeira cooperativa desenvolveu o Índice de Presença Bancária (IPB), que reflete a probabilidade de não se ter uma agência em determinada cidade, e os Índices Municipais de Bancarização (IMB) relativo e absoluto, que conseguem, a partir do IPB, demonstrar o nível de penetração das instituições em municípios de difícil atuação.

Os resultados trouxeram evidências de que, comparada às demais, a rede de atendimento cooperativo está em locais de mais difícil bancarização. “Ao atuar em locais de difícil acesso para a rede bancária, as cooperativas acabam sendo uma solução para atender às necessidades de pequenos e microempresários nessas regiões, contribuindo para o desenvolvimento local. Além disso, trata-se de um modelo de negócio que se diferencia pela proximidade com os associados, oferecendo atendimento completo, com ampla gama de produtos e serviços financeiros, mas tendo um papel consultivo junto a cada um deles”, explica Pedro Ramos, economista-chefe do Sicredi.