(Foto: Rovena Rosa/Agencia Brasil


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que os primeiros lotes da vacina bivalente da Pfizer contra a covid chegarão ao Brasil na primeira semana de dezembro. Queiroga não detalhou, no entanto, quantas doses da vacina estão previstas na entrega.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade a autorização emergencial de uso de duas vacinas bivalentes fabricadas pela Pfizer. O novo modelo é mais eficiente na proteção contra novas variantes do coronavírus, como a ômicron.

No Twitter, Queigora recomendou que os brasileiros busquem os postos de saúde para completar a vacinação contra o coronavírus.

“Importante ressaltar que o @minsaude possui acordo com a farmacêutica Pfizer, assinado ainda em novembro de 2021, que contempla a entrega de todas as vacinas disponíveis e aprovadas pela Anvisa”, afirmou Queiroga.

Autoridades estão em alerta devido ao aumento no número de casos de covid-19 no Brasil. Dados do Consórcio de Imprensa mostram que houve um aumento de 133% na média móvel de novos casos da doença no País. Em relação à média móvel de mortes pela covid o aumento foi de 59%.

A relatora da análise da vacina bivalente na Anvisa, Meiruze Freitas, defendeu a aprovação do imunizante para proteção da população: “Nas últimas semanas, os números de casos confirmados de covid tem mostrado aumento, e neste contexto é possível que no Brasil ocorra também o aumento de hospitalização, tornando essencial a estratégia de ampliar a vacinação e reforço e a disponibilização de mais vacina, incluindo as bivalentes que promovam uma resposta imune mais específica”.

Casos no Brasil

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde neste domingo (27) indicam que, em 24 horas, foram registrados 5.197 novos casos e 11 mortes por covid-19 no País. Desde o início da pandemia, o Brasil contabiliza 35.168.201 casos confirmados e 689.479 óbitos pela doença.

Ainda segundo o boletim, 34.186.532 pessoas se recuperaram da infecção (97,2% do total) e 292.190 pacientes estão em acompanhamento.

No País, o estado de São Paulo lidera o número de casos, com 6,1 milhões, seguido por Minas Gerais (3,9 milhões) e Paraná (2,7 milhões). Já o menor número de casos é registrado no Acre (153,6 mil), seguido de Roraima (178,5 mil) e Amapá (180,9 mil).

Os dados mostram ainda que São Paulo apresenta o maior número de mortes provocadas pela doença (176.133), seguido pelo Rio de Janeiro (76.054) e por Minas Gerais (63.943). Acre (2.029), Amapá (2.165) e Roraima (2.176) registram o menor número de óbitos.

Fonte: O Sul