Em reunião na tarde desta terça-feira, equipes da Secretaria Municipal de Saúde e da 17ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) discutiram formas de combater o aumento da incidência de caxumba em Ijuí. Do início do ano até agora foram feitas 321 notificações da doença contra as 43 verificadas em 2016. Esse aumento no número de casos notificados está deixando as autoridades em alerta. “Nós estamos normatizando a forma como vamos trabalhar para atender as pessoas que nos procuram em busca e vacina”, diz a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, enfermeira Salester Ruver.

 

De acordo com as equipes, hoje, não há vacina disponível para toda a população. Além disso, a dose da vacina pode ser aplicada em conformidade com as novas recomendações do Programa Nacional de Imunização em vigor atualmente: duas doses para pessoas com menos de 30 anos e uma para quem tiver até  49 anos e desde que a pessoa não tenha sido vacinada em nenhum período da vida. “As vacinas são aplicadas mediante a apresentação da carteira vacinal. Isso é imprescindível, pois, a pessoa que já teve a vacina está imune. Não existe o risco de incidir num lado e anos depois no outro”, esclarece Salester.

Por isso, segundo Salester, a carteira de vacina é de suma importância e as pessoas devem guardá-la com da mesma forma como fazem com outros documentos de identidade, tipo CPF, RG, Carteira de Trabalho, CNH entre outros. "Ao procurar a Unidade de Saúde  é necessária a apresentação da carteira. Essa prática é fundamental para que tenhamos o controle das vacinas feitas", reitera a coordenadora do Programa de Imunização.

As equipes também esclarecem que o fato de a pessoa receber a vacina já tendo contraído o vírus – pode estar assintomática e já ter contraído a doença – não causa complicações outras, além daquelas já decorrentes da própria doença. 

A caxumba caracteriza-se por ser um processo inflamatório das glândulas salivares, principalmente, parótidas, e pode ser precedia ou acompanhada por sintomas inespecíficos como febre baixa, mialgia, artralgia, cefaleia, otalgia e mal-estar geral. “Em 30%  ou mais dos casos, dependendo da idade e situação vacinal ou imunológica, pode apresentar-se com sintomas inespecíficos ou respiratórios, principalmente em crianças menores e idosos, ou ainda, ser  assintomática. Por isso, a caxumba só é considerada após diagnóstico médico.

"O período de transmissão ocorre  entre 6 e 7 dias antes das manifestações clínicas até 9 dias após o surgimento da parotidite", observa a médica infectologista Jaqueline Souza.  Já o período de incubação varia de 12 a 25 dias após a exposição, em média 16 a 18 dias, e não há tratamento específico, devendo os pacientes, após confirmação da ocorrência da doença e, por orientação médica, receberem os cuidados prescritos e permanecerem em repouso e isolamento.

De acordo com Jaqueline, na maior parte dos casos, a evolução é benigna e estima-se na era pós-vacinal como principais complicações a seguinte proporcionalidade: 10% meningite asséptica, de 3% a 10% orquite, no homem, e 5% ooforite na mulher. “No Brasil, a caxumba não é um agravo de notificação compulsória, porém o Rio Grande do Sul possui a notificação de casos individuais  da doença no Sinan desde a década 70.

 

 

Fonte: Prefeitura de Ijui