A importância da amamentação, cujos benefícios são carregados ao
longo da vida, está sendo reforçada nesta semana no Hospital Unimed
Noroeste/RS com programação especial alusiva ao Agosto Dourado. No mês
que intensifica o incentivo ao aleitamento materno, equipes de colaboradores
estão sendo qualificadas através de palestras e oficinas para que possam
oferecer orientações seguras às puérperas (mães de recém-nascido). As
atividades orientam o papel dos profissionais da saúde na disseminação das
vantagens do aleitamento materno e no auxílio às técnicas corretas da
amamentação. Cabe a estes, buscar entender o contexto que está levando a
mulher ter dificuldades na amamentação, especialmente no início, onde
imperam as novidades e as principais angústias da nutriz.
Benefícios para o futuro - “Promoção do aleitamento materno nas
primeiras 48 horas de vida do recém-nascido” foi a palestra ministrada pela
enfermeira Joseila Gomes na tarde desta terça-feira, 8. A profissional, que
também é professora do curso de Enfermagem da Unijuí e consultora em
amamentação, reforçou a importância da amamentação como uma prática
com reflexos positivos para a vida toda. “Evidências científicas, a partir de
uma gama de pesquisas existentes no mundo, comprovam os benefícios do
aleitamento materno ao longo de toda a vida, com respostas não somente no
período da amamentação, mas também futuras, além de vantagens para a
mãe e para a criança”, salienta.
Conforme Joseila, grandes estudos com práticas baseadas em
evidências apontam que a amamentação apresenta benefícios a longo prazo,
reduzindo o risco de obesidade e diabetes e aumentando o coeficiente de
inteligência das crianças e, consequentemente, o aumento de habilidades.
Além disso, mulheres que amamentam têm menor risco de desenvolver câncer
de mama e de ovário, sendo que o tempo de amamentação está atrelado à

redução do risco do desenvolvimento destas doenças. “Quanto mais tempo a
mulher amamentar, menor será o risco”, reforça.
Durante a palestra, Joseila Gomes também apresentou números
significativos relacionados aos reflexos da amamentação na saúde. Conforme
pesquisas, se a prática da amamentação fosse universal, haveria a diminuição
de 800 mil mortes em nível mundial. E no que se refere à mulher, a
amamentação previne 20 mil óbitos de câncer de mama por ano.
Em um contexto de instituição hospitalar, a enfermeira trabalhou com
os participantes da palestra sobre as práticas que podem interferir na
amamentação (positiva ou negativamente), no período de 48 horas em que a
mãe e a criança permanecem no hospital. “É importante favorecer práticas
que promovam e incentivem a amamentação. Entre elas, o contato pele a
pele e o uso de complementação alimentar apenas sob supervisão, por
exemplo”, aponta a enfermeira, complementando sobre a importância de
ações, políticas e programas de apoio às mães em centros de saúde, em casa
e no trabalho, “para que se tenha um maior impacto, através de movimentos
que façam a diferença e reforcem a relevância do aleitamento materno”.
Aspectos emocionais – O tema “Aspecto Emocional da Amamentação”
foi abordado na abertura do evento, nesta segunda-feira, 7, pela psicóloga do
setor de Medicina Preventiva, Giovana Preichardt Rodrigues. Ela orientou que
o profissional da área da saúde deve voltar o olhar para a mãe neste momento
inicial do aleitamento, conversar, ter habilidade, empatia e buscar
compreendê-la. “Ajudar a fazer com que entenda que tem condições plenas
de cuidar do seu filho, empoderando ela”. Deve ser lembrado que “a
construção da maternidade não é algo pronto”, que amamentar é uma parte
importante de todo este novo contexto de sua vida. “O ato de amamentar é
uma relação de comunicação entre mãe e filho, através do toque, do
aconchego, do calor” e um processo importante para o desenvolvimento na
infância.

Amamentação nos primeiros meses – O leite materno deve ser o
alimento exclusivo dos bebês até os seis meses, em livre demanda. A partir
desta idade pode ser iniciada a introdução de alimentos na dieta, mas o
aleitamento materno deve ser mantido até os dois anos ou mais. A informação
foi reforçada pelas nutricionistas do Hospital Unimed Noroeste/RS Juliana
Witzke Bettega e Larissa Silveira Pfeifer, durante palestra com tema “A
nutrição durante a amamentação”.
A profissionais alertaram para os dados divulgados pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) no início deste mês, de que apenas 38,6% dos bebês
brasileiros se alimentam somente do leite da mãe nos primeiros cinco meses
de idade. Juliana lembrou que como caráter educativo, a Unimed Noroeste/RS
já desenvolve o Clube da Gestante, um momento de preparar os pais para a
chegada do bebê, já estimulando este importante ato. “Somos todos
apoiadores da amamentação”, reforçou.
As mães precisam ser orientadas de que “não existe leite fraco”, ele é
o alimento ideal que o bebê precisa. No entanto, a quantidade de leite vai
aumentando gradualmente após o parto e a aparência muda com o passar dos
dias, bem como há uma variação de coloração durante a mamada. Quanto
mais o bebê suga, mais a produção é estimulada. “É extremamente
importante alimentar o bebê na primeira hora de vida”, aponta a
nutricionista.
Programação - As atividades alusivas à Semana Mundial do Aleitamento
Materno da Unimed Noroeste/RS seguem nesta quarta-feira, 9, com oficinas
direcionadas às equipes assistenciais que acompanham as mães durante a
internação. Haverá capacitação sobre técnica e postura para a amamentação,
conteúdo a ser desenvolvido por enfermeira e fisioterapeuta.

Fonte: UNIMED