O Hospital de Caridade de Ijuí (HCI) fez mais uma capacitação com toda equipe de enfermagem, desta vez, sobre curativos de pressão negativa ou também chamado à vácuo. O evento foi na noite de segunda-feira, dia 2 de outubro, no auditório da instituição e teve como palestrante, o médico cirurgião plástico do HCI Valentim Pizzoni. A atividade teve como organizadoras, a enfermeira Mariana Fröhlich Alievi da coordenação do Grupo de Prevenção e Tratamento de Lesões de Pele, a enfermeira Elisangela Oleiniczak da Comissão de Prevenção de Lesão por pressão do Núcleo de Segurança do Paciente e a enfermeira Cledir França Garcia do serviço de Educação Continuada.
O curativo à vácuo consiste na aplicação de uma esponja de poliuretano estéril sobre a cavidade da ferida selado por um filme plástico com aderência sobre a esponja que gera uma vedação, sendo aplicada uma pressão sub-atmosférica entre 5 e 125 mmHg, através de um tubo conectado a um aspirador de forma contínua ou em ciclos e o fluído será aspirado e coletado para dentro de um reservatório com controle de volume.
Conforme explica Valentim Pizzoni, o objetivo deste tipo de curativo é acelerar a cicatrização de feridas, aumentar o fluxo sanguíneo, diminuir o edema e remover fluidos, estimulando o crescimento de tecido de granulação, atraindo bordas e preparando o leito da ferida para cicatrização, com intuito de reduzir custos hospitalares e tempo de permanência hospitalar.
A capacitação teve como tema a "Indicação e Cuidados de Curativos por Vácuo”. “Aproveitamos o encontro, para mostrarmos suas indicações, benefícios aos pacientes, suas vantagens e desvantagens do uso, materiais necessários a sua colocação, cuidados de enfermagem e experiências positivas vivenciadas com seu uso”, disse o cirurgião plástico.
A gerente de enfermagem Claudia Goergen disse que é necessário qualificar a equipe, no que tange aos cuidados aos pacientes que fazem uso e se beneficiam dos curativos à vácuo. “ É de suma importância as atualizações por meio da educação contínua, visando a qualidade da assistência prestada e a segurança do paciente”, conclui Claudia.

Fonte: UNIJUI