O cenário econômico e político costuma afetar os setores produtivos, aumentando ou
reduzindo a demanda por produtos e serviços. E foi o que se viu em 2017. Este fator,
aliado ao clima - bastante regular e ameno no ano passado - manteve a distribuição de
energia da Ceriluz praticamente estável no ano que passou, com modesta elevação. No
período os associados da Ceriluz consumiram 0,32% mais energia em relação ao ano de
2016, passando de um consumo total de 121.221.630 quilowatts-hora (kWh) para
121.626.129 kWh. No período anterior (2015/2016) esse crescimento havia sido de
5,14%. Apesar do crescimento moderado essa demanda representa o maior consumo já
registrado pela Cooperativa em toda a sua história.
Como já é esperado, considerando o maior número de associados da Classe Rural, o
consumo nas propriedades agrícolas representou a maior fatia do uso da energia. A
Classe Rural exigiu 51.304.241 kWh, número 0,2% superior ao ano de 2016, de
51.201.383 kWh. A segunda maior demanda foi da indústria, com 45.608.463 kWh,
contudo, que apresentou declínio, já que no ano anterior a demanda fora de 47.101.731
kWh. Na terceira posição a classe comercial, essa sim com crescimento mais

expressivo, de 8,3%, passando de 11.518.105 kWh em 2016 para 12.480.394 kWh em
2017. Outros dois setores com consumo mais significativos foram o Serviço Público,
com crescimento de 16% e 6.223.649 kWh exigidos, e o residencial urbano, com
crescimento de 2,55%, consumindo 3.391.766 kWh.
O clima interferiu principalmente no uso dos pivôs de irrigação central nas lavouras da
região, já que se registrou um ano de temperaturas mais amenas e chuvas mais
equilibradas. Os consumidores irrigantes apresentaram um declínio de demanda na
ordem de 18,9%, passando de 7.135.266 kWh em 2016 para 5.784.320 kWh em 2017.
Geração de Energia - A Ceriluz teve mais um ano favorável em 2017 para a geração
de energia apresentando crescimento nos resultados em relação ao ano de 2016. Usando
como parâmetro de avaliação as mesmas usinas que estavam produzindo efetivamente
em 2016 – as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) José Barasuol e RS-155 e a
Central Geradora Hidrelétrica (CGH) Nilo Bonfanti - a Cooperativa aumentou sua
produção em 0,44% no ano passado. Estas usinas alcançaram uma produção total de
133,6 milhões de quilowatts-hora (kWh) frente aos 133 milhões do ano anterior. Essa
situação muda se acrescentarmos nos cálculos a CGH Agudo, construída no município
de Zortéa, em Santa Catarina. Nesse caso a geração total sobe para 145,5 milhões de
kWh, totalizando então um crescimento de 9,4%. Contudo, é importante salientar que a
CGH Agudo pertence à empresa SPVR Geração e Comercialização de Energia Elétrica
Ltda., da qual a Ceriluz é acionista, mas controla toda a geração por meio da sua Central
de Operação, em Ijuí.

Fonte: CERILUZ