Desde o início do ano, a diretoria do Hospital de Caridade de Ijuí(HCI), esteve focada na liberação do novo serviço de radioterapia do Centro de Alta Complexidade em Oncologia-Cacon. Depois de pronto e inaugurado em dezembro passado pelo então Ministro da Saúde Ricardo Barros, precisava ainda de uma aprovação por parte daComissão Nacional  de Energia Nuclear (CNEN), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que fez os testes de radioproteção na área nova do HCI. O setor de radioproteção e segurança nuclear da CNEN visa a segurança dos trabalhadores que lidam com radiações ionizantes, da população em geral e do meio ambiente. Com esse objetivo, atua no licenciamento dessas instalações nucleares e radiativas.

Nesta semana, o serviço de radioterapia do HCI teve a liberação e aguarda o documento oficial para finalmente atender os pacientes oncológicos no novo equipamento. “A boa notícia é comemorada por toda nossa equipe, que foi treinada para operar em um dos melhores equipamentos de radioterapia da metade norte do Rio Grande do Sul. Acreditamos que no início de maio, possamos atender os primeiros pacientes, qualificando nosso atendimento”, avalia o médico Airton Buss Júnior, pioneiro neste serviço.

Por dia, são realizadas no Cacon, uma média de 100 sessões de radioterapia nos três turnos, manhã, tarde e noite e agora com o novo aparelho, a capacidade dobra. O acelerador permite a utilização da Radioterapia com Intensidade Modulada de Feixe (IMRT) que  isola perfeitamente a área do tumor a ser tratada, possibilitando o aumento da dose de radiação, com menor efeito sobre as células sadias. " Resumidamente, vai permitir uma dosagem mais precisa, trazendo mais rapidez e agilidade no tratamento”, explica o físico médico José Garcia Filho. A equipe ainda é formada pelo físico médico Hélio Wayss e pelo médico radioterapeuta Luis Humberto Ribas.

 

O novo equipamento chamado acelerador linear, foi obtido através de emenda parlamentar do deputado federal Darcísio Perondi ao Orçamento Geral da União. Ao todo, o Ministério da Saúde liberou R$ 5,3 milhões para a compra de equipamentos e para as obras de construção do novo bunker de concreto, local específico destinado a abrigar o acelerador e que garante segurança aos pacientes e profissionais. “Tivemos que dar uma contra partida financeira para finalizarmos a obra e a compra de móveis e hoje é um sonho que se realiza”, disse o presidente do hospital Cláudio Matte Martins. O Sistema Único de Saúde (SUS)  representa 94,86% dos atendimentos do Cacon que é considerado o único centro de tratamento de câncer completo do interior do Estado.

Fonte: HCI