Com o objetivo de buscar a inclusão de pessoas com deficiência ou que estejam em reabilitação física, a Unijuí desenvolve o Projeto Rompendo Barreiras. Professores e estudantes da Universidade desenvolvem tecnologias para serem usadas na recuperação de pacientes da Unidade de Reabilitação da Unijuí – UNIR e APAE, em Ijuí. 

No mês de agosto, o Vice-Reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da Unijuí, professor Dr. Fernando Jaime González, iniciou uma série de visitas aos Projetos de Extensão Modalidade Ações Comunitárias. Segundo o professor, “o objetivo da visita é conhecer melhor o projeto, ter um contato com os acadêmicos, para saber como eles estão envolvidos. Entender a presença do projeto na comunidade e que também sirva de espaço para o enriquecimento das suas vidas acadêmicas”. 

Na oportunidade, foi visitado o Projeto “Rompendo Barreiras: Desenvolvimento de Novas Tecnologias para o Atendimento, Tratamento e Inclusão de Pacientes em Reabilitação ou Deficiência”. A coordenação e a equipe apresentaram o projeto, bem como as atividades desenvolvidas, salientando que o seu objetivo é a aplicação prática das áreas de conhecimento do Design, Engenharia Mecânica, Ciência da Computação e Fisioterapia, no desenvolvimento de tecnologias que contribuem para a qualificação do atendimento da UNIR e da APAE de Ijuí. 

Também foi feita uma visita à UNIR, onde a coordenação e a equipe do projeto apresentou a Cabine Sensorial. Esse aparelho tem como objetivo auxiliar no tratamento de pacientes que precisam de reabilitação social, ou seja, trabalhar com estímulos visando os cinco sentidos a partir de protocolos com a temática das estações do ano (inverno e verão); as patologias podem variar de acordo com a necessidade, mas a princípio está sendo testado com pacientes que sofreram AVE (acidente vascular encefálico).

A utilização de objetos do dia a dia para pessoas com algum tipo de limitação ou deficiência, sejam elas mentais, auditivas, visuais ou motoras são chamadas de Tecnologias Assistivas – T.A. Os recursos de T.A. variam desde uma colher adaptada com uma empunhadura mais grossa até sofisticados softwares que proporcionam independência e autonomia aos portadores de deficiências. 

O referido projeto tem como objetivo sistematizar os conhecimentos necessários para que sejam desenvolvidos novos produtos voltados ao atendimento, tratamento e inclusão de pacientes com limitações, em processos de reabilitação ou idosos, através da interação com a comunidade local. 

Além disso, o projeto deve promover uma maior interação entre as áreas de conhecimento, na busca por soluções tecnológicas inovadoras, ao mesmo tempo em que se oportuniza à comunidade acadêmica o papel de protagonistas e agentes de transformação social ao promoverem melhoria da qualidade de vida do público atendido pelo projeto e comunidade em geral.

Fonte: UNIJUI