Notícia
A Semana de Recepção aos Calouros da URI teve continuidade na noite de terça-feira, 24, com atividades culturais que reuniram os novos acadêmicos no auditório do prédio 13.
De acordo com a Direção Acadêmica, “ao brindar os calouros com apresentações artísticas das culturas afro-brasileira e guarani, a URI reforça sua intenção em valorizar e aproximar os novos universitários da riqueza cultural que Santo Ângelo abriga. Diferente de algumas cidades gaúchas, onde predominam a presença de uma determinada origem, em Santo Ângelo o que chama a atenção é justamente o aspecto multicultural. Aqui residem descendentes de alemães, poloneses, africanos, italianos, portugueses, espanhóis e guaranis”.
Depois de levar ao palco o grupo de Capoeira Recôncavo, na segunda-feira, na noite de 24 foi a vez de aplaudir o Coral Tape Porã, que significa Caminho Bonito, integrado por indígenas da etnia Mbya Guarani, da Aldeia Tekoá Pyaú – Aldeia Nova, de Santo Ângelo.
O regente Floriano Romeu observa que a música e outras manifestações artísticas constituem uma forma de preservar o modo de ser Guarani, não apenas para os não indígenas, mas também para os jovens Mbya. A Aldeia Nova de Santo Ângelo ainda não é uma reserva ou uma terra indígena, mas um acampamento.
Em sua manifestação, o cacique Anildo agradeceu o convite da URI e disse que apesar de os guaranis sofrerem discriminação e falta de compreensão, eles são felizes em seu modo de viver e lutam para preservar sua cultura.
Na sequência, os calouros ouviram depoimentos de cinco acadêmicas que retornaram no final de 2014, de intercâmbio através do Programa Ciência sem Fronteiras: Mônica Ruckhaber, de Ciência da Computação, esteve nos Estados Unidos; Eduarda Saragozo, de Engenharia Civil, residiu nos Estados Unidos; Ana Gabriela Scolari, da Farmácia, estudou no Canadá; Bruna Dutra, da Farmácia, também estudou no Canadá e Juliana Wolf, da Enfermagem, viveu na Austrália.
Além de responder a curiosidades sobre o cotidiano vivido, as universitárias estimularam os calouros e construir um bom currículo acadêmico e procurarem desde agora o aprendizado de um idioma, a fim de conseguirem ser selecionados no Programa. Elas enfatizaram que com estas ferramentas, é possível conquistar uma vaga e viver a valiosa experiência, pois com a bolsa paga pelo governo federal, o estudante mantém-se com qualidade de vida, sem precisar do apoio financeiro da família.
No encerramento, o Diretor-Acadêmico Marcelo Stracke cumprimentou as acadêmicas e agradeceu o testemunho compartilhado, observando aos calouros que além do Programa Ciência sem Fronteiras, a URI, através da Mobilidade Acadêmica institucionalizada, mantém convênios com outras universidades em diferentes países, o que aumenta a possibilidade de um intercâmbio.
A Semana de Recepção aos Calouros prossegue nesta quarta-feira, 25, com integração entre veteranos e calouros. Amanhã, 26, o DCE promove bate-papo com os novos universitários, abordando o tema “Movimento Estudantil – O que é? O que podemos e devemos fazer?” e na sexta-feira, todos participam da Aula Magna com o doutor em Bioradiologia, Edson Ramos de Andrade que vai abordar “Mobilidade Acadêmica, Pesquisa e Extensão Universitária”.
Data da publicação: 2015-02-25