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Fazenda de Turismo Pedagógico monta projeto educacional para sensibilizar alunos
A Organização das Nações Unidas divulgou, na última terça-feira (24), um alerta sobre os efeitos da escassez de água para o planeta. Os dados revelam que, em até dez anos, pelo menos 48 países não terão abastecimento suficiente para suas populações, significando quase três bilhões de pessoas atingidas. Para até 2030, as previsões não são melhores: a demanda por água doce será cerca de 40% maior que a oferta.
Os autores do relatório afirmam que, além do desafio que as principais autoridades do mundo têm ao equilibrar desenvolvimento econômico, social e proteção ao meio ambiente, outro fator atrasa avanços no tema. A corrupção que desvia verbas públicas em todo o mundo para interesses privados é um empecilho para que mais políticas ambientais sejam executadas. Outros dados da pesquisa, que foi realizada no Canadá, Bolívia, Coréia do Sul, Paquistão e Uganda, mostram que 30% do que poderia ser utilizado em projetos de abastecimento e saneamento básico é desviado.
Tais consequências previstas no estudo não são de atitudes tomadas somente no século XXI. Historicamente, o avanço do homem envolve o uso de recursos naturais e, principalmente, da água. O conhecimento de que a quantidade de água potável é limitada, além de ser recente, ainda não é considerado, por muitos, um fator importante a ser levado em conta na hora de consumir. Indo ao encontro dessa necessidade, o diretor da Quinta da Estância, maior fazenda de Turismo Rural e Pedagógico do Brasil, Rafael Goelzer, vê na educação uma saída para o futuro. “Apesar de certas medidas serem de responsabilidade apenas dos governantes e grandes empresários, é imprescindível que o cidadão se acostume a valorizar a água que sai da torneira de sua casa pelo bem de todos. Basta pararmos um instante que conseguimos identificar diversos hábitos diários que promovem o desperdício de água, quase sempre potável”, afirma.
A Quinta da Estância, localizada no município de Viamão, no Rio Grande do Sul, já é referência em iniciativas pedagógicas sustentáveis. Para 2015, montou um programa anual para sensibilizar estudantes sobre este tema tão importante, serão oficinas de consumo de água, simuladores de chuva, análise de fontes de água e conhecimento de formas de irrigação com objetivo de informar e promover um uso mais racional deste importante recurso natural. Para o primeiro, serão instalados simuladores de consumo para os alunos aprenderem como realizar tarefas domésticas mantendo a qualidade de vida, mas com economia de água. No segundo, os estudantes observam na prática o que ocorre quando há chuvas fortes e torrenciais em diferentes tipos de terrenos. O terceiro reserva uma análise das diferentes fontes de água (rios, lagos, açudes, poço comum, etc). Por último, uma atividade para que sejam conhecidas as diferentes alternativas de irrigação com otimização do uso da água. Em uma área com cerca de 100 hectares a 28km de Porto Alegre, a Fazenda conta com uma equipe com mais de 90 monitores formados – muitos com pós-graduação, mestrado e doutorado – e recebe estudantes desde o ensino fundamental ao superior, podendo desenvolver programas pedagógicos para alunos de educação infantil ao ensino médio.
Data da publicação: 2015-02-27