Notícia
O governo do Estado anunciou a regularização dos débitos com hospitais filantrópicos e Santas Casas referentes a 2014 e 2015. A solenidade ocorreu no Palácio Piratini e contou com as presenças do governador José Ivo Sartori, Secretário da Saúde João Gabbardo dos Reis, deputados estaduais e dirigentes hospitalares como o presidente do Hospital de Caridade de Ijuí(HCI) Cláudio Matte Martins. A quitação será feita por meio de linhas de crédito. Serão beneficiadas 180 instituições, que terão acesso a cerca de R$ 300 milhões. Deste montante, o Estado reconhece uma dívida de 8 milhões com o HCI. O acordo não contemplou o cofinanciamento da saúde, que deixou de ser pago no início do ano e representa cerca de R$ 25 milhões mensais que deixaram de entrar nos cofres dos hospitais. Além disso, os valores desatualizados da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) continuam causando levando ao fechamento de leitos.
“A partir do acordo, as instituições poderão contratar financiamento com os mesmos juros praticados pelo Fundo de Apoio Financeiro e de Recuperação dos Hospitais Privados (Funafir). O pagamento do crédito será feito em 36 parcelas, de janeiro de 2016 a dezembro de 2018”, explica Martins.
Para um público de mais 500 pessoas, o governador ressaltou a importância do momento. "Mais do que um ato financeiro, este é um ato humanitário, baseado na técnica, na responsabilidade, na gestão e na articulação", disse José Ivo Sartori. O secretário da Saúde, João Gabbardo, destacou a determinação do governo de direcionar o maior montante possível para garantir a assistência à população.
Francisco Ferrer, presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, afirmou que essa foi a forma encontrada para a quitação da dívida referente a outubro e novembro de 2014 e maio, julho e agosto de 2015. "O governo nos assegurou que, a partir de agora, garantirá o pagamento integral dos valores referentes à alta e média complexidade e aos programas de saúde, pois as parcelas do financiamento começam a ser pagas por eles só em janeiro de 2016, quando aumentará o ICMS", relatou.
Sobre o cofinanciamento, Ferrer ressalta que a federação tem colocado que os valores são imprescindíveis, mas sem retorno positivo. No ano passado, os hospitais receberam R$ 250 milhões para este fim. Nos próximos dias, cada hospital fará sua operação junto a uma instituição bancária e assim garantir os recursos que chegam em um momento crítico. “ Durante esse período de atrasos, contraímos empréstimos para manter a estrutura funcionando 24 horas, pois temos compromissos com fornecedores de insumos, honorários médicos e folha de pagamento. Essa ação de governo mostra o compromisso do Estado de manter os serviços à disposição da população, já que somos responsáveis por 73% dos atendimentos do Rio Grande do Sul”, resume Cláudio Matte Martins.
Data da publicação: 2015-10-01