Notícia

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, que analisa empresas varejistas com 20 ou mais empregados, registrou, em junho de 2025, variação de -0,1% no volume de vendas do Varejo Restrito, na série com ajuste sazonal, frente a maio. O resultado marca a terceira queda consecutiva, após recuos de -0,4% em maio de 2025 e -0,3% em abril de 2025. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve alta de 0,3%, enquanto, nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 2,7%. Das oito atividades pesquisadas, cinco apresentaram retração e três tiveram alta na margem. Entre as quedas, destaque para Equipamentos e Material para Escritório, Informática e Comunicação (-2,7%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (-1,5%) e Móveis e Eletrodomésticos (-1,2%). Entre as altas, sobressaíram outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (1,0%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (0,5%). No acumulado do ano, o varejo restrito registra crescimento de 1,8%.
Para o Varejo Ampliado – que inclui veículos, motos, partes e peças, materiais de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo – houve recuo de 2,5% em relação ao mês imediatamente anterior e de -3,0% em relação a junho de 2024. No acumulado de 2025, o avanço é de 0,5% e, em 12 meses, de 2,0%. As atividades de Veículos, Motos, Partes e Peças apresentaram queda de 1,8% no mês, na série com ajuste sazonal, e de 6,7% na comparação com junho de 2024. No caso de Materiais de Construção, a queda foi de 2,6% na comparação com o mês anterior, enquanto, em relação ao mesmo mês de 2024, houve recuo de 3,6%. O Atacado Especializado em Produtos Alimentícios registrou recuo de 11,0% em relação a junho de 2024.
No Rio Grande do Sul (RS), o Varejo Restrito recuou 0,5% em junho de 2025 em relação ao mês anterior, na série dessazonalizada. Na comparação interanual, houve retração de 2,2%, enquanto o acumulado em 12 meses apresentou alta de 6,2%. Nessa comparação, seis das oito atividades acompanhadas pelo IBGE apresentaram retração: a maior queda foi registrada em Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação (-25,8%), seguida por Móveis e Eletrodomésticos (-21,4%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (-13,2%), Combustíveis e Lubrificantes (-3,6%) e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (-0,2%). Entre as altas, Artigos Farmacêuticos, Médicos, Ortopédicos, de Perfumaria e Cosméticos (3,4%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (6,0%). No acumulado do ano, o Varejo Restrito gaúcho teve alta de 4,2%.
O Varejo Ampliado do Rio Grande do Sul recuou 1,9% em jun/25, frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Na comparação com junho de 2024, houve queda de 5,7%. No acumulado do ano, o segmento registra alta de 4,5% e, em 12 meses, crescimento de 8,2%. Nos segmentos, na comparação com o mesmo mês de 2024, todas as atividades apresentaram queda: Veículos, Motos, Partes e Peças (-20,4%), Material de Construção (-9,9%) e Atacado Especializado em Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (-1,3%).
A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de junho apontou a terceira retração mensal do Varejo Restrito em 2025, ainda que dentro da faixa de estabilidade definida pelo IBGE (-0,5% a 0,5%). Na margem, o recuo foi disseminado, abrangendo cinco das oito atividades pesquisadas. O resultado reforça o cenário esperado de desaceleração da atividade econômica, com sinais de acomodação na ponta das vendas do varejo. A manutenção da política monetária em nível restritivo vem limitando a demanda, mesmo diante de um mercado de trabalho resiliente. Evidência disso é a desaceleração mais acentuada, captada pela PMC, nos segmentos do varejo mais dependentes de crédito.
No Rio Grande do Sul, a retração mensal foi mais intensa que a média nacional. No entanto, é importante ressaltar que, apesar do recuo, o volume de vendas segue em nível elevado, sustentado, especialmente, por um mercado de trabalho robusto. Em termos de comparação interanual, as quedas continuam refletindo uma base de comparação bastante elevada, particularmente em alguns segmentos, decorrente dos esforços de reconstrução no período pós-tragédia e do grande impulso de renda no estado em 2024.
FONTE – ASCOM FECOMERCIO RS