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REGIÃO VAI ELENCAR PRIORIDADES NA CHAMADA PAUTA DO COMÉRCIO
Um documento contendo os principais problemas regionais e as reivindicações do
setor varejista e de serviços deverá ser elaborado pelos Sindicatos Patronais do
Comércio Varejista da região. O pedido foi feito pelo presidente da Fecomércio, Luiz
Carlos Bohn, durante uma reunião da diretoria da Fecomércio, realizada na última
terça-feira, 14, na Casa Italiana. Na oportunidade, diretores avaliaram as ações
realizadas no último trimestre, e elencaram uma série de ações que serão
desencadeadas nos próximos meses, no que tange a uma região de mais de 12
sindicatos. Sobre as Missões, o presidente do Sindilojas, Gilberto Aiolfi, elencou oito
questões de interesse não somente do comércio, mas de todos os setores. Além dos
problemas relacionados a convecção coletiva de trabalho, Aiolfi destacou que a região
possui problemas de logística, com a péssima condição das estradas, além da falta de
asfalto ligando muitos municípios. Além do aeroporto regional, que segundo ele agora
que já conta com uma nova e moderna pista necessita de vôos regulares e uma boa
política de preços, para atrair passageiros. Ele também abordou as necessidades da
região de Santa Rosa, que passa por problemas muito semelhantes, no que se refere a
logística, fator inclusive ressalvado pelo presidente do Sindilojas Santa Rosa, Leonides
Freddi, durante sua fala. Assuntos voltados ao desenvolvimento regional, e a
união de esforços das mais diversas entidades e entes políticos para que isso
aconteça também estiveram em pauta. O presidente do Sindilojas Missões,
Gilberto Aiolfi, vai coordenar uma comissão regional responsável por elaborar
uma pauta de prioridades, que será defendidas pela Fecomércio nas esferas
federais e estadual de Governo.
A análise do momento econômico e político do país foi feita pelos consultores da
Fecomércio, que também analisaram o primeiro mês de Governo Temer, além das
questões tributárias e jurídicas da questão da CPMF e o novo Ministro da
Fazenda. Os principais pontos, levantados pela assessoria econômica e
jurídica da Fecomércio, estão nos impactos gerados pelas medidas
econômicas adotadas, tanto em âmbito federal quanto estadual, e como elas
criaram situações desconfortáveis para os setores geradores de emprego e
renda, especificamente o do comércio. O analista econômico Lucas Schifino
destacou que a região representa 8,1% dos empregos formais do Rio Grande
do Sul e que ¼ dos salários da região saem do setor comércio. Esta análise
ressalta a importância da união dos setores para pressionar o Governo,
principalmente no que se refere a política tributária. Para a Fecomércio, o
aumento de 1% no ICMS concedido pelo governador José Ivo Sartori no ano
passado colocou o estado em um outro patamar: o de campeão nacional de
inflação, ocupando o primeiro lugar no ranking com o índice maior do País.
O encontro terminou com jantar de confraternização, com apresentação da
invernada artística Herdeiros da Tradição, do CTN Sinos de São Miguel.
Data da publicação: 2016-06-15