Notícia
REUNIÃO TÉCNICA REÚNE EMPRESÁRIOS E AUTORIDADES DE SANTO ÂNGELO
Está criado o Comitê Municipal que vai tratar do comércio ilegal em Santo Ângelo e na região das Missões. Este foi o resultado da Reunião Técnica de Combate ao Comércio Ilegal, realizada na manhã de quarta-feira, no Senac Santo Ângelo. Coordenada pelo Sindilojas Missões, a reunião contou com o coordenador das ações de combate ao Comércio Ilegal da Fecomércio RS, e seu vice-presidente, André Roncatto. Além dele, representantes das assessorias jurídicas, tributárias e de produtos e serviços da Fecomércio, Policia Civil, Brigada Militar, Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, Secretaria da Indústria e Comércio, Procon, Polícia Rodoviária Estadual, Vigilância Sanitária, Receita Estadual, Receita Federal, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato Varejista de Gêneros Alimentícios, CDL, ACISA, Conselho Regional de Contabilidade, URI, IESA, Unimed Missões, Sindicato dos Comerciários, Sesc, Senac, Sindilojas Caxias do Sul, Sirecom Vinhedos, Sindilojas Bento Gonçalves, empresários e demais entidades e órgãos ligadas ao tema prestigiaram o evento.
Na abertura, o presidente do Sindilojas Missões, Gilberto Aiolfi, deu as boas vindas aos empresários e representantes das forças vivas da comunidade, elencando os principais problemas enfrentados no município e na região. Membros da diretoria do Sindilojas Missões também expuseram as dificuldades enfrentadas pelo comércio formal frente ao avanço do comércio ilegal e da pirataria, tema central do encontro. Ao final, foi estabelecido que o Comitê Municipal vai traçar metas de trabalho no sentido de sensibilizar a sociedade para também auxiliar no combate ao comércio ilegal, uma vez que ele prejudica o desenvolvimento, principalmente dos municípios pequenos, além de gerar uma série de prejuízos a sociedade e provocar demissões.
O comércio ilegal é a segunda maior economia do mundo: movimenta entre 8% a 15% nas transações comerciais, de acordo com um estudo recente da consultoria Euromonitor, assinado por Philip Buchanan e Lourdes Chavarria. A estimativa mais alta bate nos US$ 12 trilhões em 2014, mesmo tamanho do PIB da China, a segunda maior economia mundial. Para os analistas, o comércio ilegal e a pirataria vem aumentando nos últimos anos por que vem também agregando dissidentes do tráfico de drogas, uma vez que traz leis mais brandas para os infratores.
Destaca-se, ainda, que conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), em 2014, a economia informal correspondeu por 16,2% do PIB brasileiro (ou R$ 833,9 bilhões). Se assumirmos que a participação do Rio Grande do Sul na pirataria for semelhante à participação do PIB gaúcho no PIB do Brasil (último cálculo é de 2013), a pirataria, no RS, movimentaria R$ 51,7 bilhões.
PRÓXIMA REUNIÃO
A próxima reunião do Comitê Municipal de Combate ao Comércio Ilegal acontece dia 18 de julho, no Sindilojas.
Data da publicação: 2016-06-17