Notícia
O Hospital Unimed Noroeste/RS está credenciado oficialmente no
Sistema Nacional de Transplantes para captação de órgãos e tecidos. Dessa
forma, a notificação de Morte Encefálica (ME) passa a ser obrigatória à
Organização de Procura de Órgãos (OPO-4), de Passo Fundo, e à Central
Estadual de Transplantes, de Porto Alegre, visando a identificação de
possíveis doadores.
Desde o final de 2015 o Hospital Unimed vem se preparando para
realizar este tipo de procedimento. A primeira etapa consistiu na criação da
Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes
(Cihdott). A formação desta equipe vem atender exigências legais, visto que a
legislação determina aos hospitais com mais de 80 leitos a obrigatoriedade de
constituir a Comissão.
Cabe a Cihdott envolver-se na identificação de possíveis doadores,
atendendo protocolos para o diagnóstico, realizar abordagem com os
familiares para o consentimento da doação, bem como articular-se com as
instituições responsáveis pela captação de órgãos. A notificação de pacientes
com Morte Encefálica às entidades reguladoras deve ser feita
obrigatoriamente, independentemente de ocorrer ou não a doação. Após a
notificação, as demais etapas do processo são realizadas através do SUS.
Conforme o coordenador da Comissão, médico Maurício Rieger, o
trabalho da Cihdott também está atrelado à conscientização dos familiares
quanto à Morte Encefálica e a importância da doação de órgãos. Também
integram a Comissão as enfermeiras Taísa Lorenzoni Dalla Rosa e Liliane
Pereira Ramos, do Hospital Unimed.
O gerente Günter Melchiors aponta que o credenciamento alcançado
pelo Hospital Unimed representa mais um marco qualificado na prestação de
serviços. “Esperamos colaborar com o País na redução do número de
pacientes na fila de transplantes. Embora um momento difícil para os
familiares de uma pessoa com Morte Encefálica, temos a clareza de quantos
necessitam de um transplante para continuar vivendo”.
Palestra – Com objetivo de despertar a consciência sobre a doação de
órgãos e explicar sobre a nova rotina assumida, a Cihdott promoveu encontro
de colaboradores do Hospital e da Sede Administrativa da Unimed
Noroeste/RS. A abordagem foi realizada pela enfermeira Fabiana Dal’Conte
Buzatto, da OPO-4, que atua no Hospital São Vicente de Paulo, de Passo
Fundo. Entre os assuntos principais, as atribuições da Cihdott e também
prestar esclarecimentos sobre todo o processo de diagnóstico de Morte
Encefálica do paciente doador.
A enfermeira da OPO destacou a necessidade da sensibilização e do
entendimento sobre o assunto com objetivo de ampliar o número de doações.
“Crescemos ouvindo que para morrer o coração precisa parar de bater”,
ilustrou Fabiana, referenciando que não ter clareza do assunto é algo que se
traz da infância. “Na realidade, Morte Encefálica é morte”, frisa, reforçando
que a ME caracteriza-se pela “parada total e irreversível das funções
encefálicas, de causa conhecida e constatada de modo indiscutível”. A
profissional reforça que “se o cérebro parou, não tem mais vida”, por
consequência o coração bate automaticamente por algum tempo e os demais
órgãos também param em breve.
Quanto ao desejo de doar, Fabiana ressaltou a necessidade de
manifestar em vida aos familiares, visto que serão estes responsáveis pela
tomada de decisão. A retirada de órgãos só acontece após a autorização
familiar.
Data da publicação: 2016-09-16