Notícia
Evento debateu pontos de estrangulamento da cultura do milho e o
papel das cooperativas nas negociações
A Fenamilho Internacional -18ª edição, sediou na tarde desta quinta-feira
(4) o 1º Encontro Internacional das Cooperativas de Produção, com
representantes da área do Brasil, Argentina e Paraguai. “Além de promover
entretenimento e negócios, Feira se caracteriza por oportunizar importantes
debates em diversas áreas, e neste evento, fortalece ainda mais o seu caráter
internacional, com a presença de representações dos países do Mercosul”,
destacou o presidente da Feira, Bruno Hesse.
O seminário, com palestra ministrada pelo consultor em boas práticas
agrícolas e manejo para alto rendimento de lavouras, Dirceu Gassen, teve
como foco a discussão sobre os pontos de estrangulamento da cultura do
milho, ou seja, fatores que impedem ou dificultam sua adoção na região e a
atuação das cooperativas de produção no contexto das negociações. “A
reclamação que vem de 50 a 100 anos é a mesma: problemas de clima,
doenças, problemas de instabilidade de preços, ausência de políticas agrícolas.
E será a mesma discussão que vamos ter nos próximos anos”, destacou
Gassen. Conforme o consultor, o questionamento a ser feito é “se temos uma
média de produção de seis toneladas de milho por hectare no Estado, como
explicar que temos em torno de 10% ou 12% dos agricultores produzindo 9 mil
quilos por hectare?”. Gassen explica que existe um grupo que está produzindo
a menos, deixando claro quem terá viabilidade em seu negócio: aquele que
investe em conhecimento, que se estrutura e se organiza pra produzir mais,
com o mesmo custo.
“Podemos dizer que a diferença maior da viabilidade de um negócio ou
da agricultura está diretamente relacionado a pessoas. Pessoas com
conhecimento, habilidade e atitude de fazer. Por isso temos que nos organizar,
pois não há como cobrar do agricultor melhorias em tecnologias para eficiência
da produção e mercado de negócios. Neste ponto entra a necessidade das
cooperativas como modelos que auxiliam na negociação, na compra, na
negociação a médio e longo prazo, para estabelecer uma certa estabilidade na
renda”, ressaltou o consultor.
Representantes do Brasil, Argentina e Paraguai participaram do evento
como debatedores. Entre eles, o presidente da Cooperativa Colônias Unidas do
Paraguai, Agustin Konrad, o presidente do Instituto Nacional de Cooperativismo
(Incoop) e representante da República Federativa do Paraguai, Félix Hernan
Jimenez, o presidente da Associação dos Produtores de Milho do Estado,
Cláudio de Jesus e o vice-presidente da Fecoagro, Darci Pedro Hartmann. O
evento foi promovido pela Comissão de Agricultura e Pecuária da Fenamilho,
em parceria com o Sistemas Sescoop/RS e Fecoagro.
Data da publicação: 2017-05-05