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Desde ontem, Ijuí integra a Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite (paralisia infantil) e o sarampo. De acordo com a coordenadora do Programa de Imunização, enfermeira Salester Ruver, o movimento foi intenso com muitos pais levando seus filhos para receber as doses das vacinas. “Esse é um ato de amor. Vacinar a criança e proteger o seu futuro. A vacina é oferecida gratuitamente na rede pública”, afirma a coordenadora.
De acordo com a coordenadora, até o final deste mês (31 de agosto) as vacinas estarão disponíveis nas 14 salas de vacinação da Rede Pública Municipal de Saúde. E, para além disso, com o intuito de sensibilizar os pais para a importância da vacina (as últimas campanhas vêm registrando redução nos índices de cobertura vacinal), o Poder Executivo, em conjunto com clubes de serviços (Rotarys e Lions), Exercito, enfim, um conjunto de entidades, realizará no sábado, 11, uma divulgação na Praça da República (a partir das 10h) e, no dia 18, o Dia de “D” de Vacinação, quando há uma concentração de esforços no sentido de imunizar o maior número possível de crianças. “Essa mobilização é fundamental para que possamos aumentar os índices de cobertura”, frisa Salester.
A população alvo da Campanha, é composta de crianças de um ano até quatro anos 11 meses e 29 dias, correspondendo a 11.213.278 crianças, em todo o País e de 3.911 em Ijuí. “A meta mínima a ser alcançada corresponde a 95% de cobertura vacinal contra poliomielite e sarampo. Em Ijuí, precisamos imunizar 3.715 crianças para alcançarmos o índice desejável de cobertura vacinal”, reitera a coordenadora.
Salester lembra que o último caso de poliomielite no Brasil ocorreu em 1989 e desde 1990, não são registrados casos da doença, mas a doença ainda está presente no Planeta. “Embora esteja erradicada, a vacina é importante porque o vírus é viajante, isto é, se alguém visitar um dos países onde o vírus ainda está presente, poderá trazê-lo para o Brasil. Daí a importância de se manter a vacinação”, ressalta Salester.
A coordenadora frisa, ainda, que a poliomielite é uma doença grave e pode causar danos irreversíveis para milhares de crianças no mundo. “Nenhum pai há de querer comprometer o futuro do seu filho. E, então, que nenhum pai deixe de procurar os postos de vacina para imunizar as crianças”, reitera.
Sobre o sarampo, Salester explica que nos últimos anos, foram vivenciados surtos da doença aqui no Brasil. Em 2015, foram registrados 211 casos da doença no Ceará, 2 em São Paulo e 1em Roraima, relacionados ao surto do Ceará. “Como resultado das ações vigilância, laboratório e imunizações, em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela OMS, declarando a região das Américas livre do sarampo”, pontua. Pelos dois anos seguintes (2016/2017), conforme a coordenadora, também não. Mas esse cenário mudou, argumenta Salester. “Atualmente, o Brasil enfrenta surtos de sarampo em três estados (Roraima, Amazonas e Rio Grande do Sul) com registro de 320 casos confirmados até semana epidemiológica (SE) 23”, conclui.
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Data da publicação: 2018-08-07