Notícia
O mês de abril é especial para a Academia Santo-angelense de Letras. A entidade comemora aniversário: são 22 anos a serviço da região, atuando na promoção da leitura e da literatura. Para marcar a data a ASLE vai realizar algumas atividades, entre elas sessões de autor presente em escolas do município. Escolas interessadas devem entrar em contato com a entidade e agendar uma visita.
COMEMORAÇÃO NO BRIQUE DA PRAÇA
Como é tradicional, a ASLE reúne seus pares para uma visita ao Brique da Praça em comemoração ao aniversário. Este ano a atividade vai acontecer dia 26 de abril, um domingo. Na oportunidade haverá um estande em exposição aos visitantes, com as obras dos acadêmicos. Também, haverá a distribuição de poemas e a montagem de uma árvore de leitura. “Faremos a colocação de poemas nessa árvore, para quem quiser ler. O público que quiser também poderá interagir, pendurando seus poemas, tal como já foi feito com a árvore de poesia, na Feira do Livro em Santo Ângelo, em anos anteriores”, disse a presidente da Academia, Jornalista Edna Lautert, acrescentando que podem participar da atividade tanto adultos quanto jovens e crianças. Segundo ela os poemas serão pendurados em cordões de amarrar, e em uma árvore de descarte, que será preparada para tal fim, para não agredir ao meio ambiente.
SHOW DAS ONZE
O tradicional evento Show das Onze, realizado semanalmente pela Associação Brique da Praça terá uma atração especial dia 26 de abril. A ASLE vai ao Brique em companhia de seus amigos. São artistas de Santo Ângelo que cantam algumas canções de autoria de membros da Academia. Alguns deles já confirmaram presença, como Fábio de Oliveira e Grupo Alma Campesina; Mauro Tomé, e os acadêmicos Claudino de Lucca e Valter Portalete. Para esse dia a ALE convida toda a comunidade para que venha brindar o aniversário, durante um grande encontro cultural.
CAMPANHA PELA SEDE PRÓPRIA
A ASLE realizou duas reuniões de trabalho este ano 2015 buscando avaliar a participação da entidade no contexto cultural do município, e a valorização que a mesma vem recebendo em termos de contrapartida aos serviços voluntários prestados para a literatura. Para a atual presidente ainda há muito a conquistar, especialmente no que diz respeito ao espaço físico para a atividade. “Nós não temos privacidade nenhuma para nossa atividade, ao passo que nossas reuniões são realizadas em um espaço público, do qual não somos proprietários. Não há onde colocar nossas memórias, expor nossas obras, ou organizar a atividade. Dependemos da boa vontade dos outros e isso todos sabem que não é fácil. Muitas vezes nossos objetos são
tirados do lugar, a sala cedida mesmo é utilizada como depósito para outras ações. Enfim, não temos autonomia necessária para dizer que somos uma Academia de Letras que atuamos em determinado lugar. E todos sabem que o princípio da gestão passa pela casa. Sem uma casa não há como dizer que pertencemos a algum lugar. Somos atores culturais destelhados pela realidade social. E enquanto não tivermos um terreno para que nosso projeto da construção de uma sede possa andar, continuaremos – mesmo com todo o conhecimento que cada um possui, continuaremos artistas sem lar”, destacou.
Edna Lautert ainda lembrou que o problema da sede própria da ASLE se arrasta pelos últimos anos, mas que pode estar próximo a ter um desfecho. “Temos registros de épocas anteriores aonde a ASLE já inclusive foi contemplada com um terreno no Parque da Fenamilho. Existem fotos da época. Mas os documentos não foram encontrados. No município não há registro oficial legal. E sem registro documental a doação não existe sob a luz do Direito. Em novembro do ano passado recebemos um anúncio oficial do prefeito Valdir Andres de que a Academia iria receber a doação de um terreno para a construção da sede. Estamos aguardando essa definição legal para que possamos dar continuidade ao nosso projeto”, destaca.
A jornalista destaca ainda que a entidade continua com a sua campanha pela construção da sede, mas, a arrecadação vem sendo singela. “Não vamos desistir. A partir do momento que estivermos de posse do documento que formaliza essa doação já anunciada poderemos continuar com nosso projeto cultural. E, a partir de então teremos mais uma fase, a de arrecadação de recursos necessários para essa construção. É um projeto que as últimas diretorias tem defendido e que a nossa dá continuidade, e que com certeza não vamos desistir até sair do papel”, conclui.
Data da publicação: 2015-04-09