Notícia
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) esteve reunida na manhã
desta terça-feira, dia 25, em reunião pública semanal, para debater processos que
envolvam interesses dos agentes do setor elétrico e dos consumidores. Entre os temas
tratados esteve o Reajuste Tarifário Anual da Ceriluz. Por unanimidade, a diretoria
definiu um reajuste médio de 8,05%, sendo 7,07% relativo ao cálculo econômico e
0,98% referente aos componentes financeiros pertinentes, tendo como base o processo
de 2016. Porém, o efeito médio percebido pelos consumidores será maior, de 15,88%
em relação às tarifas praticadas no período 2016/17. Para os associados Baixa Tensão, a
ampla maioria da Ceriluz, o reajuste percebido será de 14,71%.
Essa diferença em relação ao índice de reajuste aprovado e o índice percebido pelos
associados se dá pelo fato de, no período tarifário que se encerra agora, a Ceriluz ter
aplicado um percentual de aumento inferior ao aprovado efetivamente pela ANEEL na
revisão tarifária de 2016, o que ocorreu devido há alguns ajustes feitos pela agência, que
devolveu recursos cobrados via bandeiras tarifárias para a Ceriluz, que repassou esses
valores por meio das tarifas de energia ao longo do período tarifário 2016/17.
O presidente Iloir de Pauli alerta que o setor elétrico vem enfrentando um momento de
adequações, incluindo as tarifas, sobre as quais vinham sendo aplicados valores que não
condiziam com a realidade, mediante descontos recentes definidos pelo governo federal.
As próprias cooperativas vêm passando por um momento delicado, onde subsídios
tradicionalmente aplicados sobre as tarifas vêm sendo retirados, impactando aos
consumidores. “Mesmo assim, o associado da Ceriluz está com uma tarifa de energia confortável. Quando assumi a Ceriluz, há doze anos atrás, a tarifa aplicada para a Classe
Rural era de R$0,28 o quilowatt/hora (kWh). Agora, mesmo com esse índice percebido
de 14,71%, a tarifa rural ainda deverá ficar abaixo daquele valor”, calcula Iloir. Até a
finalização dessa matéria a ANEEL ainda não havia publicado o valor das tarifas que
será aplicado sobre cada classe.
Esse índice de reajuste, ainda conforme o presidente, será minimizado nesse segundo
semestre de 2016 pelo repasse do Bônus Ceriluz Geração, que já vem sendo aplicado
nas contas de energia dos consumidores Rurais e Residenciais. Mensalmente estes
associados estão recebendo um desconto de 20% sobre a energia consumida – não se
aplica sobre taxas e impostos – o que em números reais significou R$ 553 mil
repassados apenas no período de abril a junho. O desconto se estende até o mês de
dezembro, conforme aprovado em assembleia, podendo ser prorrogado para o próximo
ano. “Esse é o resultado efetivo da geração de energia. Quando pensamos em construir
usinas estamos nos preparando justamente para esses momentos que podemos chamar
de transição, onde, com recursos da geração, procuramos garantir o equilíbrio das
contas de energia dos associados”, salienta o presidente.
As novas tarifas da Cooperativa passam a vigorar no dia 30 de julho. Ao calcular os
índices de reajuste, a Agência Nacional de Energia Elétrica considera a variação de
custos que a empresa teve no decorrer do período de referência. A fórmula de cálculo
inclui custos típicos da atividade de distribuição e outros custos como energia comprada
de geradoras, encargos de transmissão e encargos setoriais.
Data da publicação: 2017-07-27