Notícia
A área de computação da URI, em parceria com o Ministério Público do Estado, está desenvolvendo um projeto de metarreciclagem de máquinas caça-níqueis.
Segundo a coordenadora do projeto, professora Cristina Paludo Santos, oprocesso inicia-se com o recebimento de máquinas caça-níqueis apreendidas em operações policiais no RS, seguido da triagem dos componentes eletrônicos e peças possíveis de serem utilizadas; avaliação sobre o funcionamento dos equipamentos; estilização da aparência externa das máquinas; projeto e desenvolvimento de aplicações de cunho educacional; montagem das novas máquinas e instalação dos softwares desenvolvidos; elaboração de testes de interação e usabilidade.
O projeto conta com uma equipe constituída por pesquisadores, bolsistas e estagiários da área de computação e arquitetura e urbanismo. Na primeira fase do projeto, duas máquinas foram remodeladas de forma temática a fim de que cada uma fosse estilizada externamente remetendo à ideia do tema para o qual a aplicação computacional foi desenvolvida. Assim, para o software de matemática criou-se um layout externo de cubos, imitando dados. Já para o software de reciclagem, criou-se um projeto que apresenta a máquina como uma grande lixeira, e assim por diante.
As escolas Onofre Pires, Esther Schroder e Escola da URI, parceiras do projeto, receberam as máquinas para uso de seus alunos. Segundo a coordenadora do projeto, “o contato com as escolas é de suma importância, visto que possibilita avaliar o quanto os softwares implementados estão de acordo com os conteúdos abordados em sala de aula e como os recursos de acessibilidade incorporados às máquinas estão adequados e facilitam a interação por parte de aprendizes com deficiência visual e/ou auditiva.”
Até o momento foram disponibilizados softwares que abordam a temática das operações aritméticas e reciclagem de lixo. No entanto, softwares relacionados às disciplinas de inglês, geografia, história, ciências biológicas e música já se encontram em desenvolvimento pelo grupo de pesquisa.
Ainda, segundo a coordenadora, “esse projeto-piloto vai permitir dimensionar a utilização de lixo tecnológico para reconstrução de novas tecnologias com o aproveitamento de seus componentes, proporcionando a concepção de novas ideias e conhecimentos para posterior utilização, no intuito, principalmente, de uma transformação de cunho social. Além disso, acredita-se que a proposta do projeto faça dele um importante instrumento de incentivo ao crescimento de novas iniciativas, inspirando outros setores da sociedade a participarem do processo de metarreciclagem”.
Nessa linha de pensamento, o projeto tem como ponto de partida o cotidiano, a escola e a sociedade, com a intenção de unir pessoas em torno de um processo coletivo de aprendizado. São propostas e ações tímidas, observa Cristina, “se comparado com a vasta gama de necessidades existentes, mas que visam estimular novas iniciativas em relação às boas práticas de metarreciclagem”.
Para mais informações sobre as ações do projeto, contatar pelo telefone (55) 3313-7970 ou pelo e-mail paludo@san.uri.br.
Data da publicação: 2014-07-28