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Materiais recolhidos na Instituição são destinados a entidades sociais
Quer dar um destino adequado ao resíduo sólido produzido em sua residência? A CNEC Santo Ângelo está recolhendo latinhas, papelões e garrafas plásticas, por meio do projeto Lixo no Lixo – que, no mês de maio, completa um ano de implantação.
Por meio de dois totens, instalados no prédio 5 do IESA e na entrada do Colégio Cenecista Sepé Tiaraju, a Instituição recolhe materiais que são, posteriormente, destinados a entidades sociais do município. A exemplo, o Lar do Menina, que atende 125 crianças e jovens; e a Associação de Reciclagem e Educação Ambiental Ecos do Verde, que reúne aproximadamente 25 famílias de catadores. Recentemente, o projeto também foi apresentado à Comunidade Terapêutica SOS Vida e já conta com a parceria dos 55 residentes do local.
“Neste mês de março, retomamos com força o trabalho de divulgação do projeto Lixo no Lixo. Estamos passando em todas as salas de aula do IESA, lembrando os alunos da importância de se dar um destino adequado ao lixo”, explica a coordenadora do projeto, professora Marise Schadeck.
Aos acadêmicos que aderem à iniciativa, há um estímulo: 10 horas de atividades complementares para cada 20 unidades de latinhas ou garrafas plásticas retiradas do meio ambiente. Para quem reúne o mínimo de 100 tampinhas plásticas, e auxilia no projeto Caça Tampinhas do Mercosul, o estímulo é o mesmo: um certificado com 10 horas de atividades complementares.
“A parceria com o Caça Tampinhas do Mercosul veio com um complemento ao projeto Lixo no Lixo. As entidades sociais de Santo Ângelo, assim como outras do País, não revendem as tampinhas, em função do alto custo para reciclar. Decidimos, então, apoiar a Fundação Garrahan, localizada em Buenos Aires, que oferece atendimento gratuito a cerca de 1400 crianças por ano”, destaca a coordenadora.
União de forças
Enquanto “tampitômetros” são distribuídos em vários pontos da CNEC Santo Ângelo, para recolhimento das tampinhas, os pequenos do Colégio Sepé trabalham divulgando a iniciativa. Aos pais, conforme explica Marise, serão realizadas reuniões de conscientização. “Esse é um trabalho que precisa se estender da escola, da faculdade, para o grupo familiar”, completa a docente.
No curso de Ciências Contábeis, os acadêmicos estão aprendendo a produzir objetos com material reciclável, trabalhando, em paralelo, questões como custo, produção e gestão. “Para os próximos meses, estamos organizando a realização de oficinas, como no SOS Vida, com a temática da produção e comercialização dos materiais produzidos”, explica Marise.
Desde que a professora Marise Schadeck realizou uma palestra no SOS Vida, há cerca de duas semanas, materiais têm sido produzidos pelos residentes. A ideia é que, no mês de setembro, uma mostra seja realizada no IESA, com materiais produzidos por meio da sucata.
Data da publicação: 2015-03-13