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Autoridades e lideranças femininas de Santo Ângelo e da região participaram, na última terça-feira, 24, da assembleia geral de fundação da Associação Mulheres e Negócios Noroeste/RS – Mulheres & Negócios NetWork, que tem sua sede oficial em Santo Ângelo, nas Missões, mas já atua em diferentes municípios do Noroeste do Estado. Aberta a participação de mulheres empreendedoras de qualquer segmento, a entidade traz como proposta central a união das mulheres em torno do desenvolvimento de seus negócios e da comunidade aonde estão inseridas, buscando uma maior participação da mulher em sociedade, principalmente, auxiliando ao desenvolvimento social e econômico.
Surgida a partir de um movimento de troca de cartões, em setembro de 2013, a entidade conta com uma rede de 540 representadas, e uma diretoria de 30 empreendedoras, de seis municípios gaúchos (Santo Ângelo, Entre-Ijuís, São Miguel das Missões, São Nicolau, Roque Gonzales, Santa Rosa).
A jornalista e escritora Edna Lautert foi eleita a primeira presidente da entidade, sendo empossada durante a assembleia geral. Em seu discurso de posse, ela destacou que a Associação tomou como base a escola de Empreendedorismo Feminino – Mulher de Negócio,que trabalha para oferecer oportunidades e ferramentas para o aprendizado contínuo das mulheres enquanto empreendedoras e administradoras do seu próprio negócio. Uma escola muito conhecida em Brasília, e que tem como missão formar uma grande rede de mulheres empreendedoras, baseada na colaboração mútua, na troca de informações e experiências que sirvam de motivação e inspiração para o aprimoramento contínuo de todas. Além do próprio fomento a rede de negócios. “Porém, aqui na região a ideia inicial expandiu, e a necessidade do empoderamento fez nascer a Associação Mulheres e Negócios Noroeste RS, uma entidade com personalidade jurídica e poder de representação, cujaproposta é a inserção da mulher como personagem principal em um contexto de negócios. Estamos legitimando as ações de nosso grupo, que cresce e se torna maior a cada dia, e conquista espaço, reconhecimento, e, mais que isso, conquista o que é seu de direito desde a formação do mundo, e da libertação da mulher enquanto agente de desenvolvimento”, destacou.
Edna Lautert também destacou que a região precisa estar mais familiarizada com o olhar feminino e empreendedor. “Em num primeiro momento esse olhar vai dizer que estamos aqui, dispostas a trabalhar, a auxiliar, a ocupar espaços em ações que primem pelo desenvolvimento. Que vamos lutar e defender os interesses das mulheres, em todas as suas áreas de atuação. Lutar pela representatividade da mulher . Estamos aptas a trabalhar de forma ordeira, pacifica, pelos nossos ideais e necessidades. Mas, ser pacífica não significa ser passiva, e, se preciso for, como verdadeiras filhas da democracia, também iremos mostrar que não fugimos à luta, e que este espaço é garantido, é merecido, e portanto é nosso de direito”, destacou.
Ao final do discurso a jornalista lembrou que é muito importante que se tenha em mente que as mulheres não estão abrindo um movimento feminista e excludente do universo masculino: “muito pelo contrário. Queremos dizer aos homens que gostamos, apoiamos o que eles fizeram pelas nossas cidades, e o que tem feito pelas nossas entidades. Mas, que a partir de agora, eles devem estar preparados para dividir conosco este olhar sobre nossos municípios, e, se não estão acostumados, devem começar a se acostumar com a ideia de que nós olhamos as ações de desenvolvimento local e regional com nossos próprios olhos, sem necessitar de tradução. Estamos abertas ao diálogo e a participação.
Queremos unir para prosperar. Estamos com nossas bandeiras brancas empunhadas, e com vontade de dialogar em todos os campos. E podemos fazer isso, se houver vontade, se o caminho estiver aberto. Porém, se não houver caminhos, faremos como os desbravadores deste chão, iremos, a partir da nossa luta, criar nossas próprias oportunidades, e mostrar que a mulher tem valor diante do mundo”, concluiu.
REIVINDICAÇÕES AO EXECUTIVO E LEGISLATIVO
No encerramento do seu discurso a presidente Edna Lautert chamou ao palco as vices-presidentes, Lucila de Souza e Juliane Schneider, e pediu que elas entregassem ao prefeito Valdir Andres e ao presidente da Câmara de Vereadores, Diomar Formenton, uma carta aberta com as reivindicações das mulheres aos poderes constituídos no município de Santo Ângelo. As vices-presidentes regionais, que representam os demais municípios integrantes, serão as responsáveis por entregar a pauta de reivindicações nos seus municípios de origem. Na pauta, além de apoio ao trabalho da Associação, as mulheres pedem maior participação das mulheres nos conselhos municipais, na diretoria de feiras e eventos coordenados por órgão público, e o apoio para que haja abertura para maior participação da mulher nas entidades de classe, integrando as diretorias.
Data da publicação: 2014-06-25