“Basicamente, a alimentação de uma criança até dois anos de idade, deveria ser pura e simplesmente leite materno. Se não for possível devido a quantidade, e por diversas particularidades da mãe e da criança, pode-se introduzir alimentos naturais, como papinhas de legume muito bem cozidas, papinhos de frutas também bem maceradas para evitar problemas com deglutição”, afirma.
O açúcar e a questão do paladar
Conforme o especialista, crianças menores de dois anos têm alterações significativas no paladar com bastante facilidade, uma vez que ele é muito sensível. “Quando você introduz alimentos com um gosto extremamente acentuado, como o açúcar ou o sal, a palatabilidade dos outros alimentos que seriam naturais e saudáveis vão se perdendo. Isso inclui o leite materno, que é fundamental para imunidade da criança nesse período da vida”, alerta o nutricionista.
Antônio destaca a facilidade com que uma criança pode perder gosto pelo leite materno. “Ao introduzir o doce, quase que automaticamente você exclui a aceitação do leite materno, entre outros alimentos que seriam interessantes”, adverte. Esse é um risco grande, uma vez que o alimento vindo da mãe é o único a fornecer todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê.
A alimentação da mãe
Se é através do leite materno que a criança recebe todos os nutrientes que precisa, então também é através dele que ela pode ingerir outros componentes do organismo da mãe. Por isso, sua alimentação também é algo que merece atenção. Segundo ele, a mãe deve seguir uma alimentação rica em ácidos graxos, ômega 3, gorduras boas e também em proteína.
“Tudo que a mãe ingere está no leite para poder ser repassado para a criança. E tem várias particularidades ao indivíduo. Isto é, mães que são veganas, mães que são vegetarianas, mãe que tem determinados problemas de saúde, mães que são saudáveis, etc. Então tudo é um preparo para poder não só a mãe ter que pensar em si, mas também na no indivíduo que ela está ajudando a desenvolver”, ressalta Antônio.
Não só a mãe, mas toda a família deve manter uma alimentação saudável, a fim de estimular bons hábitos nos mais novos. “A família inteira deve fazer uma alimentação boa, ou fazer uma refeição separada para criança, onde vai ser basicamente papinha de legumes, carnes magras, frutas integrais, gorduras boas, grãos integrais. Não tem muito mistério nisso não, quanto mais natural, melhor”, destaca o nutricionista.
Já os alimentos contraindicados nesta fase da vida são aqueles que vão exigir do corpo da criança algo além da maturidade que ela já desenvolveu. Exemplos disso são produtos que contêm cafeína, açúcar, entre outras coisas.
“Esses alimentos aceleram o metabolismo muito além do que a criança está apta para conseguir absorver ou para poder processar altas quantidades de açúcar. Além disso, se a gente parar para pensar friamente, as células de gordura se proliferam nessa idade, então quanto mais a criança for obesa, maior a tendência dela ser obesa no futuro”, acrescenta Antônio.
O especialista cita algumas opções “extremamente gorduras”, segundo ele, que devem ficar longe da alimentação dos pequenos:
- Margarinas;
- Bacon;
- Carnes industrializadas;
- Hambúrgueres;
- Alimentos ricos em aditivos químicos como conservantes, corantes, entre outras coisas.
