Notícia
A comunidade ijuiense e regional terá nova oportunidade de contribuir para o aumento do cadastro nacional de possíveis doadores de medula óssea. Repetindo iniciativa realizada duas vezes neste ano, o CEAP convidou a equipe do Hemocentro, de Cruz Alta, para estar no estande da escola na ExpoijuíFenadi. A coleta de amostras será feita neste sábado, dia 11 de outubro, das 10 da manhã às 5 da tarde.
Poucas situações são impeditivas para a doação (mais informações abaixo, no quadro de perguntas e respostas). No momento da coleta de uma pequena amostra de sangue, a pessoa preenche alguns dados pessoais e dispõe-se a ser doadora de medula, caso haja compatibilidade com algum paciente de leucemia. Somente depois é que acontecem os demais procedimentos.
A iniciativa da escola se deve ao fato de um aluno do 4º ano do Ensino Fundamental estar se submetendo ao tratamento para leucemia. Samuel Golnik Filho, de dez anos, filho da professora Gilce Golnik, vem respondendo satisfatoriamente ao tratamento. Não há, até agora, informação sobre a necessidade ou não de um transplanta de medula. Mas a ideia é fazer essa ação solidária que poderá auxiliar qualquer outro paciente em todo o país.
DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA – PERGUNTAS E RESPOSTAS
Como muitas pessoas possuem dúvidas sobre o assunto – já que o CEAP está mobilizando o Hemocentro de Cruz Alta para coletar amostras de sangue na ExpoIjuí/Fenadi, segue uma contribuição para esclarecer os principais pontos sobre o assunto.
QUEM PODE SER DOADOR?
Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde. Diabéticos podem doar; grávidas ou em período de amamentação podem doar; pessoas que tem pressão alta podem doar; não há restrição quanto a meningite, anemia ou hepatite 'A' que a pessoa tenha tido anteriormente; não há peso mínimo; pessoas que tem tatuagem pode doar.
O QUE FAZER?
Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5 a 10 ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente. Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
E EM CASO DE COMPATIBILIDADE?
Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação. A medula é “retirada” do interior de ossos da bacia, por meio de punções, sob anestesia, e se recompõe em apenas 15 dias. Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
POSSO DOAR MAIS DE UMA VEZ?
Dificilmente haverá mais de uma pessoa compatível com o doador, mas se for necessário, pode haver mais de uma doação. A medula se regenera rapidamente, como acontece na doação de sangue.
POR QUE EXISTE UM BANCO DE DOADORES?
Tudo seria mais fácil não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL! Pode chegar à proporção de uma para 1 milhão de doadores. Hoje já existem mais de 21 milhões de doadores em todo o mundo. No Brasil, o REDOME – Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea, tem mais de 3 milhões de doadores.
Data da publicação: 2014-10-07