Notícia
O curso de Enfermagem da URI Santo Ângelo começa o ano de 2015 com excelentes motivos para comemorar o desempenho de egressos. Para o coordenador do curso, doutorando Francisco Rodrigues, os resultados dizem que a URI está no caminho certo e também se constituem em estímulo para os acadêmicos de Enfermagem.
Camila Fabiana Lemos, graduada em janeiro de 2015, conquistou o 3º lugar para a Residência Multiprofissional em Saúde da Família na UFSM; classificou-se para Residência em Santa Rosa e foi selecionada na UFRGS para a especialização Educação Permanente em Saúde.
Débora Schlotefeldt Siniak, graduada em agosto de 2011, é Mestre em Enfermagem pela UFRGS, onde deve concluir o doutorado em 2017. No início de 2015, foi aprovada em 1º lugar no concurso para docente na disciplina de Enfermagem em Saúde Mental do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Pampa/campus Uruguaiana/RS.
Bruna Riechel Strehlow, graduada em janeiro de 2015, foi aprovada em 3º lugar no Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Saúde do Idoso, da Universidade de Passo Fundo/Hospital São Vicente de Paulo.
Marciele Braga dos Santos, formada em janeiro de 2015, foi aprovada em 1º lugar na Residência Multiprofissional na UFSM, especialização em Hemato-Oncologia, concorrendo mais de 20 candidatos.
A seguir, elas registram seus depoimentos a respeito das importantes conquistas.
Camila Fabiana Lemos –
“Eu tinha segurança nos concursos, porque toda a bibliografia solicitada eu já tinha visto durante o curso, assim como tivemos três semestres de Saúde Coletiva, além de Promoção da Saúde e Epidemiologia. Tínhamos também o GESC – Grupo de Estudos em Saúde da Família – onde se discute e reflete sobre o SUS; o VER SUS – estágios e vivências na realidade do Sistema, que possibilitam um olhar mais crítico sobre os desafios do SUS.
“A URI oferece professores qualificados que estão implicados na formação dos universitários, nos fazendo sempre questionar, ter um olhar crítico e reflexivo sobre a saúde.
“Eu agradeço ao coordenador Francisco Carlos Pinto Rodrigues e em especial às professoras Zaléia Brum, Mery Lilian Eichkoff, Sandra Cardoso e Márcia Lopes, pelo conhecimento transmitido, pelo exemplo de engajamento e de paixão pelo que fazem e por serem militantes e defensoras do SUS.”
Débora Schlotefeldt Siniak –
“A graduação na URI me propiciou oportunidades que com certeza contribuíram para a conquista de meus objetivos profissionais, por isso tenho orgulho em dizer que sou uma egressa desta Universidade. Dentre estas oportunidades cito a participação em grupos de pesquisa, a inserção em projetos de iniciação científica e atividades externas à universidade. Lembro que a construção do conhecimento durante a faculdade não se esgotou nos espaços delimitados pela sala de aula convencional, mas foi proporcionado um ensino articulado à prática, à pesquisa e à extensão, que medesafiou a compreender a realidade da saúde em minha cidade e a refletir sobre diferentes possibilidades para transformá–la. Hoje vejo que tais oportunidades além de contribuírem para minha formação, potencializaram minhas chances para conquista do mestrado e doutorado na UFRGS e minha aprovação no concurso para docente da Unipampa.
Reconheço a URI como instituição acadêmica de excelência, comprometida com o desenvolvimento da saúde no município e região. Pautada pelo desenvolvimento de conhecimentos teórico-práticos, que procuram responder às necessidades locais. Tais aspectos foram balizadores para a construção do meu conhecimento e para minhas práticas acadêmicas. É uma universidade comprometida com a integração do ensino, da pesquisa e da extensão, o que é um diferencial na formação dos alunos, pois agregam qualidade ao currículo e possibilitam formação acadêmicareflexiva, propositiva e autonomizante.
Como exemplos das atividades de pesquisa e extensão que realizei na graduação, fui bolsista de iniciação científica e desenvolvi projetos relacionados ao cuidado de usuários de drogas, com minha professora-orientadora Zaléia Prado de Brum. O envolvimento nestas atividades me fez despertar o interesse pelo campo que hoje atuo: a área da saúde mental. Graças a esta inserção, entrei para o Mestrado em Saúde Mental da UFRGS em 2012, e hoje desenvolvo estudos no campo da enfermagem psiquiátrica. Acredito que a inserção do aluno na pesquisa e extensão faz com que ele tenha uma formação mais crítica, voltada para busca de mudanças das práticas em saúde.
Outro aspecto importante que permeou minha formação foi o contato com a prática enquanto bolsista no Hospital Santo Ângelo. O fomento destes convênios interinstitucionais devem ser instigados, pois para mim foi uma experiência enriquecedora. Qualificou minha formação acadêmica e auxiliou no desenvolvimento de minhas atividades como enfermeira após a graduação.
As diferentes estratégias pedagógicas através de disciplinas obrigatórias, eletivas e atividades complementares, também foram um diferencial na minha formação. Em todos os semestres da faculdade fui estimulada a desenvolver uma prática profissional crítica, humanística e ética, valores que carrego comigo. No último semestre fui bastante estimulada pelos professores a seguir estudos no Mestrado Acadêmico, já que havia construído um bom currículo. Este apoio dos docentes foi fundamental para alcançar o objetivo de ser Mestre.
Percebo que a URI valoriza bastante seus egressos, pois após minha saída da Universidade, fui convidada duas vezes para ministrar palestras nos cursos de Enfermagem e Psicologia, o que foi bastante gratificante para mim. Por fim, acredito que as conquistas do Mestrado, Doutorado e aprovação no concurso como docente na Unipampa, são reflexos da formação que tive na URI, pautada por princípios de comprometimento, responsabilidade social, humanização e ética.
Minhas perspectivas são de cada vez mais me qualificar profissionalmente e sempre buscar melhores oportunidades de trabalho. Enquanto docente da Unipampa, desejo poder ajudar no fortalecimento da pesquisa, do ensino e da extensão acadêmicas, além de contribuir para a formação de profissionais que exerçam a enfermagem com crítica, reflexão e conhecimento da realidade social, assim como aprendi na URI.”
Bruna Riechel Strehlow –
“A aprovação foi resultado de um processo de preparação que iniciou na graduação. Dediquei-me ao estudo dos conteúdos da prova teórica e à publicação de pesquisas em semanas acadêmicas e seminários de iniciação científica. O interesse pela especialização surgiu na sala de aula. A disciplina de Saúde Coletiva teve grande importância no processo. Além disso, os conteúdos da matéria estiveram presentes em grande parte da prova de seleção. Já o interesse no cuidado com os idosos se deve à minha participação no estágio do PET Saúde, com a realização de grupos de educação em saúde. A pessoa idosa necessita de um cuidado de qualidade e, também, que promova a humanização da assistência.
O papel dos professores na preparação para a entrada no programa de residência foi fundamental. Os conhecimentos adquiridos durante os cinco anos de graduação é que possibilitaram minha aprovação. Agradeço a todos os professores, em especial a minha orientadora, professora Rosane Fontana e ao coordenador do curso, professor Francisco Rodrigues”.
Marciele Braga dos Santos
“Eu me senti segura na prova porque estudei bastante. Teoricamente tivemos uma base muito boa. Com certeza, os professores contribuíram bastante para o resultado positivo que consegui. Sobretudo os que se dedicam a oferecer novas formas de ensinar, como a aprendizagem significativa, que considera o conhecimento que o aluno já tem. Neste particular, cito as professoras Jane Lucca e Kelly Meller Sangoi.
A prática na área de oncologia é que começou a ser implantada na URI depois que eu iniciei o curso. Mas na residência terei 40 horas semanais de prática e 20 horas teórica. Para o futuro, planejo me dedicar à área acadêmica e então depois da residência, vou buscar o mestrado.”
Data da publicação: 2015-02-12