Notícia
A semana de 14 a 18 de setembro foi voltada à qualificação e conscientização dos
colaboradores da Ceriluz para a prevenção de acidentes entre as equipes da Ceriluz,
quando foi realizada a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho
(SIPAT). A programação contou com palestras educativas na área do trânsito, primeiros
socorros e doenças sexualmente transmissíveis, além de revisão das funções e
procedimentos dos Equipamentos de Proteção Individual e Coletivos (EPI/EPCs),
sempre no período da manhã, no auditório da sede da Ceriluz.
Uma das ações mais significativas para os colaboradores, contudo, aconteceu na sexta-
feira, dia 18, quando esteve em Ijuí o prefeito da cidade de São Jerônimo, Marcelo
Schreinert. Sua participação foi importante não pelo cargo executivo que ocupa
atualmente, mas sim pela experiência de vida que ele trouxe aos funcionários e diretores
da Ceriuz. Marcelo era eletrotécnico da Companhia Estadual de Energia Elétrica
(CEEE) e no ano de 1993 sofreu acidente em uma linha de 23 mil volts, vindo a perder
um braço, uma perna e um dos pés, após a formação de um arco elétrico. Ele contou sua
experiência aos eletrotécnicos da Cooperativa, apresentando os principais desafios para
se adaptar à nova realidade, incluindo um ano e meio de internação hospitalar e 38
cirurgias. “Eu costumo sempre dizer aos colaboradores da área técnica, o que se estende
aos consumidores, que energia elétrica não tem cor, não tem gosto e não tem cheiro,
tocou é uma vez só. Uma voltagem de 110 volts mata muito mais do que de 13 mil
volts, dependendo do modo como sofrermos um choque elétrico”, alerta ele. “O choque
elétrico não tem cura, ele pode apenas ser evitado e por isso pedimos a cada um dos
colaboradores e associados que tenham o maior respeito pela energia e cuidem de sua
integridade. O responsável pela segurança […] é o trabalhador que tem que ter a
consciência que sua vida não tem um preço mensurável, e pra isso ele tem que se
cuidar”, salienta Marcelo.
Apesar de usar de bom humor na palestra, demonstrando que superou as principais
dificuldades, Marcelo lembra que o assunto segurança não é brincadeira, não só no setor
elétrico, mas em qualquer outra área. “Uma vez que houve um acidente, uma mutilação
e você perde parte do seu corpo como eu perdi, você vai dar muito mais valor aos
pequenos atos que poderia ter adotado, mas não o fez naquele momento”. Ele conclui
deixando uma mensagem para quem sofreu algum tipo de acidente mutilante: “Para
ultrapassar essa fase é preciso ter uma força de vontade muito grande, garra,
determinação, para ser um vitorioso. O que tem de ser feito é você se entender como
pessoa e se valorizar”, afirma ele, lembrando que na maioria dos casos de acidentes de
trabalho, especialmente com eletricidade, a maioria não sobrevive para contar sua
história.
Data da publicação: 2015-09-22