Notícia

Para CPERS, Municipalização de escolas estaduais escancara projeto do governo Leite de desmonte da educação pública no RS
Capa-do-site-9

Entre 2014 e 2025, o Rio Grande do Sul perdeu 31,6% das matrículas da rede estadual no Ensino Fundamental. Apenas entre 2019 e 2025, a queda foi de 18,5%. No mesmo período, a rede municipal cresceu apenas 1,9%, índice insuficiente para absorver as(os) estudantes que deixaram a rede estadual. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e revelam que o que está em curso no Rio Grande do Sul é uma retração concreta da presença do Estado na educação pública.

No estudo, é possível observar claramente a queda da rede estadual  — que sai de cerca de metade das matrículas para aproximadamente 36% em 2025.

>> Leia a íntegra do estudo aqui

Esse movimento se torna ainda mais evidente ao se observar o fechamento de escolas. Entre 2018 e 2025, o Rio Grande do Sul encerrou as atividades de 195 escolas estaduais, colocando o estado no topo desse ranking, à frente inclusive de unidades da federação como Mato Grosso e São Paulo.

Ao reduzir a oferta, o governo Eduardo Leite (PSD) induz a municipalização e transfere responsabilidades aos municípios, sem garantir as condições necessárias para que isso ocorra com qualidade.

A análise dos dados do DIEESE mostra que a diminuição da rede estadual não está sendo acompanhada por uma expansão equivalente da rede municipal. Isso significa que parte das(os) estudantes não está sendo plenamente reabsorvida pelo sistema público, o que pode levar tanto à migração para o ensino privado quanto ao aumento das dificuldades de acesso, especialmente em regiões mais vulneráveis.

Esse cenário revela uma mudança estrutural no sistema educacional gaúcho. A rede estadual perde protagonismo e capacidade de planejamento, enquanto os municípios assumem um papel cada vez maior, mesmo enfrentando limitações fiscais e estruturais.

Desde 2018, 102 escolas estaduais foram municipalizadas no Rio Grande do Sul, atingindo dezenas de municípios. O problema é que esse processo ocorre em um contexto de fragilidade das redes municipais.

Segundo dados citados no estudo, mais de 37 mil crianças estavam fora da educação infantil em 2025, evidenciando que muitos municípios já não conseguem atender plenamente suas próprias responsabilidades. Ao assumir novas escolas, a tendência é de sobrecarga, com impactos diretos na qualidade do ensino.

Na prática, isso se traduz em turmas mais cheias, falta de infraestrutura adequada e aumento das desigualdades entre regiões.

Qualidade não acompanha discurso oficial

O argumento do governo Eduardo Leite (PSD) de que a municipalização melhora a qualidade da educação não se sustenta nos dados. O DIEESE aponta que não há evidência de que a transferência de gestão para os municípios gere melhores resultados educacionais.

O estudo do Departamento compara o desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) entre redes estaduais e municipais em diferentes estados do Brasil. Os dados demonstram que, na maioria das unidades da federação, a rede estadual apresenta resultados iguais ou superiores aos da rede municipal — desmontando o argumento de que a municipalização, por si só, representa melhoria na qualidade do ensino.

Além disso, o levantamento apresenta evidências concretas de escolas no Rio Grande do Sul que registraram queda no IDEB após a municipalização, reforçando que a simples mudança de gestão, sem a devida estrutura e investimento, pode resultar em retrocesso na qualidade da educação.

Há casos emblemáticos em que unidades com bom desempenho sob a gestão estadual passaram a registrar índices inferiores após a transferência, evidenciando que a municipalização, quando não acompanhada de condições adequadas, pode comprometer diretamente o processo de ensino e aprendizagem. Um exemplo é a EEEF Mineiro Nicácio Machado, que alcançava 5,9 no IDEB em 2013 e, dez anos depois, caiu para 5,3.

A municipalização também tem efeitos importantes sobre as(os) trabalhadoras(es) da educação. O processo fragmenta carreiras, amplia vínculos precários e dificulta a valorização profissional. Municípios, com menor capacidade de investimento, enfrentam mais dificuldades para cumprir o piso salarial e manter planos de carreira estruturados.

Além disso, a dispersão da categoria em diferentes redes enfraquece a organização coletiva e a capacidade de luta por direitos.

O estudo do DIEESE também chama atenção para o contexto demográfico: o número de estudantes está diminuindo no estado. Esse cenário poderia ser aproveitado para melhorar a qualidade da educação, com turmas menores e mais investimento por aluna(o).

No entanto, a política iniciada por José Ivo Sartori (MDB) e aprofundada por Eduardo Leite (PSD) segue na direção oposta. Em vez de qualificar a oferta, o que se observa é o fechamento de escolas e a redução da presença do Estado.

Uma escolha política

Os dados apresentados pelo DIEESE deixam claro que a municipalização, da forma como vem sendo implementada no Rio Grande do Sul, é uma decisão política dos últimos governos. O CPERS reafirma seu posicionamento contrário à municipalização das escolas estaduais e denuncia essa política como parte de um projeto de desmonte da educação pública no estado.

“O Sindicato, historicamente, se posiciona de forma firme contra a municipalização indiscriminada das escolas estaduais. Essa prática, muitas vezes, resulta na precarização do ensino, fragiliza a carreira dos profissionais da educação, gera insegurança quanto aos direitos de educadores concursados e contratados emergencialmente, além de transferir responsabilidades sem o devido repasse de recursos financeiros”, afirma a presidenta da entidade, Rosane Zan.

Ao transferir responsabilidades sem garantir estrutura e financiamento adequados, o governo Leite (PSD) contribui para um sistema mais desigual, fragmentado e precarizado. O impacto recai diretamente sobre estudantes, comunidades escolares e trabalhadoras(es) da educação. Diante desse cenário, é preciso definir qual é o papel do Estado e qual projeto de ensino público se quer construir no Rio Grande do Sul. Educação exige compromisso, investimento e responsabilidade pública. Não à municipalização!

Fonte: CPERS

POLÍTICA GERAL DE PRIVACIDADE E PROTEÇÃO DE DADOS PESSOAIS

Política de Privacidade e Proteção de Dados Pessoais Rádio Mundial FM

A Rádio Mundial FM de Ijuí (Mundial) valoriza a sua privacidade e está comprometida em proteger os seus dados pessoais. Esta Política de Privacidade e Tratamento de Dados Pessoais descreve de forma ampla como coletamos, utilizamos, divulgamos e protegemos (i.e. tratamos) as informações pessoais no contexto interno e externo da nossa empresa. 

Asseguramos o tratamento de dados pessoais em todos nossos processos respeitando as hipóteses legais de tratamento (Artigos 7º, 11º e 14º) e os princípios (Artigo 6º) definidos pela LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS – LGPD (Lei 13.709/2018).

Lembre-se: Ao utilizar nossos serviços, interagir conosco ou fornecer seus dados pessoais, você (Titular de Dados) está concordando com as práticas descritas nesta política, por isto a leia com atenção!

De que forma seus dados pessoais podem ser coletados?

A Rádio Mundial pode coletar informações pessoais de diversas formas, como quando você se inscreve em promoções, participa de eventos, envia mensagens, preenche formulários ou interage com os nossos canais de comunicação. As informações pessoais que podemos coletar incluem, mas não se limitam a: nome, endereço, e-mail, número de telefone, data de nascimento e outras informações que você fornecer voluntariamente.

Para quais finalidades seus dados pessoais podem ser utilizados?

As informações pessoais coletadas são utilizadas para fins de comunicação, fornecimento de serviços, processamento de pedidos, personalização de conteúdo, análise de dados, promoções, pesquisas de mercado, aprimoramento de nossos serviços e cumprimento de obrigações legais. As informações também podem ser utilizadas para enviar informações sobre a Mundial e suas atividades, desde que você tenha consentido previamente.

Seus dados pessoais podem ser compartilhados?

A Rádio Mundial pode eventualmente compartilhar suas informações pessoais com terceiros, quando for necessário para a fornecer serviços contratados por você ou quando for exigido por lei. Em algumas situações, podemos compartilhar informações com parceiros de negócios ou provedores de serviços que nos auxiliam na operação e melhoria dos nossos serviços. Exigimos que esses terceiros tratem suas informações pessoais com confidencialidade e em conformidade com esta Política de Privacidade.

Privacidade de menores

Nenhum menor de 18 anos pode fornecer qualquer informação pessoal no site, sem o consentimento de seus responsáveis. Não coletamos intencionalmente informações pessoais de jovens menores de 18 anos. Se você for menor de 18 anos, não forneça quaisquer informações no nosso site. Se soubermos que coletamos ou recebemos informações pessoais de uma criança menor de 18 anos sem verificação do consentimento dos pais, excluiremos essas informações imediatamente. 

Fazemos uso de Cookies

Cookies são pequenos arquivos de texto armazenados no seu dispositivo quando você visita um site. Eles registram informações sobre sua atividade, preferências e interações com o site, permitindo uma experiência personalizada. Os cookies são amplamente utilizados para melhorar a funcionalidade dos sites e oferecer conteúdo relevante aos usuários.

Quando o site mundial.fm.br é acessado, cookies funcionais, necessários e de terceiros são usados para coletar certas informações (em particular seu endereço de IP,  outros identificadores técnicos ou URL de login, incluindo data, hora e conteúdo acessado). Importante: você pode desativar os cookies nas configurações do seu navegador. 

Como protegemos seus dados?

A Rádio Mundial FM de Ijuí adota medidas de segurança adequadas para proteger suas informações pessoais contra acesso não autorizado, uso indevido, alteração ou divulgação.

Contratamos assessoria de Tecnologia da Informação e implementamos medidas e controles técnicos, administrativos e físicos para garantir a segurança dos dados por nós tratados. No entanto, lembre-se de que nenhum sistema é completamente seguro, e não podemos garantir a segurança absoluta dos dados tratados.

Como seus dados são arquivados e descartados?

Podemos reter seus dados, eventualmente. Mas, conservamos suas informações pessoais apenas pelo tempo necessário para cumprir os propósitos descritos nesta Política, a menos que um período de retenção mais longo seja exigido ou permitido pela lei. Após o término do período de retenção, suas informações pessoais serão excluídas (descartadas) de forma segura, considerando os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados.

Quais são os seus Direitos?

Conforme o artigo 18 da  LGPD você tem o direito de revogar consentimento, acessar, corrigir, atualizar ou solicitar a exclusão das suas informações pessoais mantidas pela Rádio Mundial, exceto quando a legislação aplicável estabelecer obrigações diferentes. Também é possível solicitar a limitação do uso ou a portabilidade dos seus dados. Para exercer esses direitos ou obter mais informações, entre em contato conosco por meio dos canais indicados no final desta política. Saiba que para exercer qualquer direito, antes, precisaremos confirmar de sua identidade. Caso julgue necessário você pode entrar em contato com a ANPD – Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

Atualizações e Revisão desta Política

Esta Política de Privacidade pode ser atualizada periodicamente. Recomendamos que você revise esta política regularmente para estar ciente de eventuais alterações.

Informações de Contato

Se você tiver dúvidas, preocupações ou solicitações relacionadas a esta Política de Privacidade e Tratamento de Dados Pessoais da Rádio Mundial FM, entre em contato conosco pelos seguintes meios:

Encarregado de Dados: José Luis Bonamigo

E-mail: jlbona@terra.com.br

WhatsApp: (55) 9 9963 1930

Política atualizada em 5 de julho de 2023.