Notícia
A energia que está nas tomadas de nossas residências possui uma tensão de 220 Volts,
segura para que possamos ligar eletroeletrônicos. Contudo, até chegar às unidades
consumidoras essa eletricidade precisa ser transportada até as regiões onde será
consumida. Isso é feito pelas chamadas Linhas de Transmissão e de Distribuição, que
percorrem longas distâncias. Depois de deixar a usina, independentemente do tipo da
fonte geradora, no Brasil a energia elétrica trafega em tensões que variam de 13,8 mil
volts a 750 mil volts. Nas subestações localizadas próximo ao local do consumo, a
tensão é rebaixada e por meio de um sistema composto por cabos condutores, postes e
transformadores, a energia segue para as residências em 127 volts ou 220 volts.
O engenheiro eletricista Bráulio Schussler explica a razão da elevação da tensão nestas
redes. “Dentre os vários problemas enfrentados para que a energia percorra grandes
distâncias desponta a perda elétrica que ocorre durante o transporte. Para limitá-las,
poderíamos aumentar as bitolas dos cabos ou diminuir a corrente elétrica. Mas como
fazer isso sem diminuir a carga? Dentro da eletricidade existe um conceito que diz que,
para uma determinada potência ou carga a se alimentar, se elevarmos a tensão que a
abastece, consequentemente, diminuiremos a corrente”.
A Ceriluz não possui linhas enquadradas como Transmissão, mas Subtransmissão ou
Distribuição. Nas subestações de conexão com a supridora a Cooperativa recebe a
energia em uma tensão de 69 mil volts e a rebaixa para 23 mil volts, tensão das redes de
distribuição. Próximo à casa dos consumidores um transformador regula essa tensão
para 220 volts, valor seguro para as residências e propriedades.
Vilson Wagner
Jornalista – MTB: 14.654
(55) 3331 9100
SEGURANÇA – Se a energia em 220 volts mal utilizada já pode causar acidentes, está
claro que tensões maiores são ainda mais perigosas. “A Ceriluz possui quatro mil
quilômetros de redes de distribuição entre Média e Baixa Tensão e mantém um rigoroso
plano de manutenção para minimizar quaisquer riscos aos associados, porém, se
tratando de energia elétrica, sempre devemos ter muito cuidado, tanto nas nossas
residências e empresas, quanto nas estradas ou lavouras”, recomenda Schussler. Isso
porque, ações involuntárias ou voluntárias, podem criar situações de risco. É o caso de
temporais, da derrubada de árvores, o abalroamento com máquinas e veículos, ou
mesmo, construções próximas às redes que ampliam as chances de acidentes. “Sempre
que o associado visualizar qualquer problema, como condutores rompidos ou muito
próximos ao solo, postes caídos ou inclinados, e ainda, pessoas sem identificação
intervindo nas redes, é preciso comunicar imediatamente a Ceriluz e manter-se distante
dos cabos de energia”, solicita o engenheiro eletricista.
Atos ilícitos – furto de energia, fraude ou roubo de equipamentos – são grandes
causadores de acidentes com eletricidade. Bráulio lembra que as únicas pessoas
preparadas e autorizadas a interagir com as redes da Ceriluz são seus técnicos, que
enfrentam treinamentos rigorosos, periodicamente, para garantir sua segurança. Nas
instalações internas, para evitar riscos, os consumidores devem contratar sempre
profissionais qualificados, já que 220 volts também podem deixar sequelas ou provocar
acidentes fatais.
Data da publicação: 2017-07-12