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Por danos da enchente, políticos discutem adiamento das eleições no RS
URNA ELEITORAL

Assombrados com a destruição provocada pela enchente, políticos de diferentes vertentes ideológicas começaram a discutir o adiamento as eleições municipais no Rio Grande do Sul. A votação em que serão escolhidos os próximos prefeitos e vereadores das 497 cidades gaúchas está marcada para o dia 6 de outubro. O segundo turno, onde houver, para o dia 27.

Nos últimos dias, líderes de diferentes agremiações têm recebido telefonemas de correligionários de diferentes regiões do Estado para discutir a hipótese. O apelo não se restringe apenas aos pontos mais afetados, como a grande Porto Alegre ou o Vale do Taquari, já que praticamente todo o território gaúcho sofreu algum dano com o evento climático.

Consultados por GZH, parte dos presidentes dos maiores partidos do RS afirmaram concordar com o adiamento. Dos 10 dirigentes ouvidos, cinco manifestaram apoio à ideia e quatro disseram não ter posição firmada até o momento (veja abaixo). Apenas a presidente do PT, Juçara Dutra, rejeita a medida.

FONTE -GAUCHA ZH

— A reconstrução do Estado vai longe, teremos esse passivo por muito tempo — justifica Juçara.

Entre quem apoia a postergação do pleito, prevalece a ideia de que o Estado não conseguirá se recuperar minimamente a tempo da campanha.

— O ambiente é difícil, não haverá nem clima para chegar na casa das pessoas e pedir voto — pondera o deputado federal Luiz Carlos Busato, presidente do União Brasil.

Também há quem considere que, faltando cinco meses para a votação, pode-se aguardar mais tempo para tomar a decisão.