Notícia
O Programa de Segurança do Paciente do Hospital de Caridade de Ijuí, foi estruturado baseado nos princípios e diretrizes do Programa Nacional de Segurança do Paciente lançado pelo Ministério da Saúde em 1° de abril de 2013. Os objetivos principais são, minimizar a ocorrência de falhas através da adoção de medidas pré-estabelecidas e padronizadas visando excelência e qualidade em saúde; fomentar a estruturação de Núcleos de Segurança do Paciente; diminuir os custos hospitalares partindo da ideia da diminuição do tempo de internação dos pacientes; prevenir ou diminuir a ocorrência de falhas/erros/eventos adversos através do seguinte processo: planejamento de riscos, identificação dos riscos, análise de causa raiz, planejamento das respostas aos riscos e controle e monitoramento dos riscos e educar os profissionais quanto à cultura de Segurança do Paciente, visando assim desempenhar nossas funções de trabalho com atitude de segurança.
No HCI, o Programa de Segurança do Paciente desenvolveu diversas ações, como a coleta de indicadores de qualidade em todas as unidades de internação da Instituição. Indicadores estes que possibilitam conhecermos e identificarmos as principais falhas (dos processos ou falhas humanas) para gerirmos prospectivamente na criação de barreiras de prevenção ao erro. Com a coleta destes indicadores possibilitou aos Enfermeiros coordenadores traçar metas de diminuição de tais eventos o que consequentemente reflete também na diminuição de custos com retrabalhos, desperdícios, tempo de internação do paciente e gastos desnecessários que não estavam previstos no período de tratamento do paciente. São coletados nas unidades de internação indicadores referentes a: flebite; queda do paciente; fuga do paciente; intercorrências durante o transporte do paciente; perda indevida de sonda nasogástrica, nasoentérica e gastrostomia; intercorrências com cateter venoso central e com sonda vesical de demora; extubação acidental nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).
É realizada, ainda, a coleta de indicadores de qualidade (mapeamento de eventos adversos) no Centro Cirúrgico. São coletados informações referentes a suspensão de cirurgias, erros de procedimentos cirúrgicos, intercorrências com equipamentos, intercorrências com os materiais do CME e eventos inesperados como PCR. Estes indicadores também conferem a possibilidade de traçar metas, criar barreiras de contenção aos erros e minimizar os custos. Em todas as unidades de internação são coletados indicadores relativos à erros de medicação, tais como: administração de medicamento no paciente, via, dose, tempo de infusão errado, assim como medicamentos dispensados errados pela Farmácia.
O Núcleo de Prevenção de Erros Associados à Identificação do Paciente, com representação de diversos profissionais da Instituição, implantou em novembro de 2015 o protocolo de identificação dos pacientes internados em todas as unidades de internação, assim como pacientes atendidos ambulatorialmente nos Setores de Emergência e Hemodiálise. Este protocolo visa reduzir a ocorrência de incidentes, assegurando que o cuidado seja prestado à pessoa para a qual se destina. Desta maneira, todos os pacientes internados são identificados através de uma pulseira branca informatizada, com identificadores padrões estabelecidos pela Instituição. Além desta pulseira, os pacientes que possuem alergia medicamentosa são identificados com uma pulseira vermelha que serve de alerta à alergia. “A pulseira de identificação deve ser conferida por todos os profissionais antes da realização de qualquer procedimento, como administração de medicamentos, infusão de hemoderivados, coleta e realização de exames de imagem e laboratoriais, cirurgia, nutrição, fisioterapia e quaisquer outros cuidados, deste a internação até a alta do paciente. São realizadas auditorias frequentes para a certificação de que o processo acontece como planejado”, explica a gerente de enfermagem do HCI Cláudia Goergen.
Data da publicação: 2016-04-01