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Com o objetivo de desenvolver a indústria em Santo Ângelo e região, o projeto Extensão Produtiva e Inovação chegou ao atendimento de sua centésima empresa nesta semana. Os extensionistas do projeto realizam atendimento referente à gestão e produção das empresas, auxiliando os empreendedores no desenvolvimento das indústrias e agroindústrias da região missioneira.
A centésima adesão ao programa neste ano foi da empresa VTS – Recondicionamento de Peças Automotivas. Os empresários Volnei Schmitt e Giane Ferraz receberam apoio para dar andamento às atividades, melhorando a gestão da empresa. “Geralmente fazemos um diagnóstico geral da empresa e buscamos alternativas para que os pontos fracos sejam superados”, explica o coordenador do projeto, Luiz Claudio Ortiz.
O projeto é realizado numa parceria da AGDI – Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento – com a URI Santo Ângelo. É feito o atendimento a indústrias e agroindústrias dos 25 municípios da região do Corede Missões, nas áreas de marketing, vendas, produção mais limpa, gerenciamento contábil, planejamento e controle de produção. Cada atendimento é realizado durante um ano, com foco na gestão administrativa, mas também na inovação e nos investimentos para os empresários. A profissionalização do produto e dos processos de produção também são atividades realizadas pelo Núcleo de Extensão Produtiva e Inovação. “Queremos que o desenvolvimento das empresas crie alternativas na geração de empregos para que os jovens se interessem pelas indústrias e agroindústrias da região”, explica o extensionista Diego Andrada.
“O projeto auxilia os empresários a gerenciarem o trabalho”, define, o também extensionista, Airton Pedroso. Ele destaca que os empreendedores conhecem a realidade do chão de fábrica, mas pouco sobre o gerenciamento do negócio. O interesse é viabilizar o desenvolvimento do processo de produção, destinando as áreas onde devem acontecer os maiores investimentos. A profissionalização do produto, com rótulo e selo de qualidade, além do estudo de mercado para produtos novos também é reforçado através do Núcleo de Extensão Produtiva e Inovação.
O extensionista Anderson Spohr ressalta a importância do NEPI em reter os recursos na região: “Um dos pontos de destaque do projeto é a aproximação dos empreendedores dos bancos de fomento, fazendo a ponte entre os projetos que disponibilizam empréstimos com juros menores para as agroindústrias”.
“É uma ligação muito forte entre a Universidade e as indústrias”, salienta outra extensionista do grupo, Maria do Carmo Teixeira. A realidade encontrada no projeto também é a carência de mão de obra, apesar de faltar equipe para a gestão. Os maiores problemas na contratação de pessoal estão na indústria que exige mão de obra braçal, por falta de rejuvenescimento deste grupo de trabalho”.
“A participação no projeto nos ajudou para controles. A gente fazia a produção, mas não colocava no papel os valores, e aí a agroindústria não crescia”, salienta a empresária Rejane Konzen, da Indústria de Laticínios Konzen, de Cerro Largo. Ela foi assessorada pelo NEPI no último ano, e destaca que a participação reforçou a família a trabalhar mais em conjunto. “A gente nota que as meninas têm um interesse maior em trabalhar na agroindústria. Dá pra ver o retorno e a gratificação”.
O Projeto Extensão Produtiva e Inovação atende a indústrias de diferentes segmentos e os interessados em ser atendidos, podem buscar mais informações no prédio 4 da URI Santo Ângelo, ou através do telefone 3313-7900 – ramal 7901.
Data da publicação: 2014-07-08