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Governo estuda expansão do imposto para 18%, e desagrada empresários
Para resolver a crise estrutural do Estado, o governador José Ivo Sartori anunciou uma série de medidas. Algumas delas muito infeliz, na visão dos empresários. Como a que propõe, por exemplo, aumento de 1% no imposto sobre circulação de mercadorias (ICMS). Para a classe empresarial, a expansão da alíquota prejudicaria a economia e não resolveria a crise do Rio Grande do Sul. “Com esse percentual a expansão da alíquota passaria para 18%, o que seria repassado imediatamente ao consumidor. Isso não só não resolveria os problemas enfrentados pelo Estado como agravaria ainda mais a crise do nosso consumidor, que já tem diminuído investimentos em função do alto custo de vida”, destacou o presidente do Sindilojas Missões, Gilberto Aiolfi. Segundo Aiolfi, mesmo que esse aumento esteja no campo da suposição, pois não foi anunciado oficialmente, é necessário mostrar a opinião do empresariado gaúcho, para que não ocorra erros que, depois, não possam ser consertados. “O governo sempre lança ideias. E, quando ninguém se posiciona a respeito, ela passa ser via de regra. Então nós estamos antecipando nosso posicionamento, e reunindo representantes de entidades de todos os setores, para dizer que somos contrários a qualquer movimento que acarrete em aumento de imposto ao consumidor”, destacou Aiolfi, acrescentando que tal medida meche, inclusive, com as vagas de empregos no Estado. Além disso, Aiolfi destacou que o histórico de aumento de arrecadação do Estado são valores bem acima da inflação e mesmo assim o Governo não tem conseguido equilibrar as contas, nem retornar na proporção em benefícios para a sociedade.
ENTENDA MELHOR
A Secretaria da Fazenda do Estado divulgou um estudo sobre receita líquida do Estado, a partir do aumento de 1% na alíquota do ICMS. De acordo com o estudo, o aumento no imposto geraria uma receita líquida de até R$ 450 milhões. Entidades gaúchas como Fecomércio RS, FCDL-RS, Farsul, e a Federasul já se pronunciaram a respeito: para as entidades e o empresariado o que o Governo vem chamando de incremento traria impactos negativos para a economia e a receita seria insuficiente para amenizar a crise estrutural das finanças públicas. "Não vamos aceitar aumento de imposto. Somos radicalmente contrários, isso está dentro da nossa pauta de combate ao aumento de carga tributária", assinala Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS. O dirigente reconhece que a situação do Estado é delicada e requer sacrifício por parte de diferentes setores da sociedade, mas, para ele, o aumento de tributos não deve ser prioridade. Bohn lembra que, em outras oportunidades, houve aumento de imposto e a situação econômica não melhorou. O economista-chefe da Federasul, André Azevedo, ressaltou que a carga tributária brasileira já é bastante elevada (36% do PIB), e que o Estado deveria aumentar a eficiência dos gastos e ganhar produtividade.
Data da publicação: 2015-06-05